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Antártida. O único lugar do mundo onde a covid-19 não chegou
Sociedade 04.11.2020 Do nosso arquivo online

Antártida. O único lugar do mundo onde a covid-19 não chegou

Antártida. O único lugar do mundo onde a covid-19 não chegou

Foto: Pixabay
Sociedade 04.11.2020 Do nosso arquivo online

Antártida. O único lugar do mundo onde a covid-19 não chegou

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Quase um ano depois do registo dos primeiros casos de covid-19 no mundo, a Antártida é o único destino do planeta onde ninguém testou positivo. Ainda.

O mundo começa a parecer pequeno quando se pensa na pandemia que se arrasta há quase 12 meses. Em todos os continentes o vírus tem deixado a sua marca. Na Europa, vive-se um dos momentos mais difíceis no que respeita à propagação do vírus, com o continente a registar metade dos novos casos mundiais registados durante a semana passada.

Com um sentimento cada vez mais latente de que não é possível escapar ao coronavírus, há um lugar na Terra onde a covid-19 não aterrou: a longínqua Antártida. Uma das explicações pode ser o facto de não ter habitantes nativos. Território pouco habitado, a Antártida recebe anualmente milhares de investigadores de vários países para estudar as alterações climáticas e a perda de biodiversidade. 

Como medida de prevenção, todas as equipas de estudo foram suspensas e os projetos interrompidos até nova ordem. Apesar de ter prevenido a "entrada" do coronavírus no espaço vital para o ecossistema, a decisão pode, no entanto, ter consequências para o planeta, alertam os especialistas ao jornal britânico The Guardian. 

Durante esta semana, 40 cientistas britânicos vão pela primeira vez este ano, voltar à Antártida. Foram selecionados apenas aqueles que estão "em boa forma e saudáveis", explicou o British Antarctic Survey (BAS), a entidade responsável pelas investigações inglesas. Os eleitos estiveram em quarentena durante 14 dias e o navio onde vão embarcar vai diretamente para as estações de pesquisa. Todo o cuidado é pouco para preservar o continente gelado. 

Jane Francis, diretora do BAS, afirma que a instituição está a ser "muito cuidadosa" para evitar contágios entre investigadores uma vez que o tratamento ali "seria muito difícil". O navio James Clark Ross partirá do porto de Harwich, no leste de Inglaterra, no dia 12 de novembro, e vai recolher amostras durante os próximos meses. O navio só chegará à base na Antártida dali a oito semanas. 

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