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Amazon admite que há trabalhadores seus que têm de urinar em garrafas
Sociedade 2 min. 04.04.2021

Amazon admite que há trabalhadores seus que têm de urinar em garrafas

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Foto: AFP
Sociedade 2 min. 04.04.2021

Amazon admite que há trabalhadores seus que têm de urinar em garrafas

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A falta de tempo para ir à casa de banho, devido ao ritmo de trabalho imposto pela Amazon, é um dos motivos mais apontados nos testemunhos dos funcionários.

A empresa Amazon admitiu que há funcionários seus que são obrigados a urinar em garrafas durante atividades de trabalho.

O gigante do comércio online pediu desculpa a um funcionário eleito, nos EUA, por negar a existência de uma prática que os seus empregados são por vezes obrigados a fazer: urinar em garrafas de plástico. 

 "Sabemos que os nossos motoristas podem ter de fazê-lo e têm problemas em encontrar casas de banho, devido ao trânsito ou, por vezes, a estradas rurais, e este foi particularmente o caso durante a covid-19, quando muitas casas de banho públicas foram encerrados", disse a empresa numa declaração divulgada na sexta-feira. 

 A controvérsia começou na semana passada, com um tweet de um membro democrata da Câmara dos Representantes, Mark Pocan. 

"Só porque paga aos seus empregados $15 por hora não faz de si um local de trabalho +progressivo" (...), "Não, quando obriga os seus empregados a urinar em garrafas de plástico", acusou o político. 

Uma conta oficial da Amazon respondeu diretamente Mark Pocan na mesma rede social, negando a existência dessas situações. "Não acredita realmente nessa história de urinar em garrafas, pois não? Se fosse verdade, ninguém trabalharia para nós". 

No entanto, vários meios de comunicação social já tinham relatado inúmeras declarações de empregados confirmando esta prática. O site Intercept acrescentou ter obtido documentos internos que atestam que a prática era bem conhecida dos gestores da empresa. 

A falta de tempo para ir à casa de banho, devido ao ritmo de trabalho imposto pela Amazon, é um dos motivos mais apontados nos testemunhos dos funcionários. 

Perante as notícias, a Amazon acabou por admitir a situação e desculpar-se.

"Devemos um pedido de desculpas ao deputado Pocan. O tweet estava incorreto. Não teve em conta o nosso grande grupo de motoristas, e concentrou-se erradamente nos nossos centros de distribuição", onde, segundo a empresa, os empregados podem "afastar-se das suas estações de trabalho a qualquer momento" para usar "as dezenas de casas de banho" que lhes são disponibilizadas. 

O problema com os condutores da Amazon é "de longa data" e "generalizado em toda a indústria" de transporte, acrescentou ainda a empresa. "Gostaríamos de o resolver. Não sabemos como, mas vamos procurar soluções", rematou a Amazon.

Mark Pocan reagiu ao pedido de desculpas e voltou a sublinha as responsabilidades que a empresa tem de ter sobre os seus funcionários. "Isto não é sobre mim, é sobre os vossos empregados - que não tratam com respeito e dignidade suficientes. Comecem por reconhecer as condições de trabalho inadequadas que criaram para TODOS os vossos empregados". 

 A Amazon tem estado em destaque, nos EUA, com a votação sobre a criação de um sindicato num armazém no Alabama, que seria o primeiro no país no gigante do comércio online. Os resultados da votação ainda não foram anunciados.

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