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Alpha, Beta, Gama, Delta. As novas designações das variantes do SARS-CoV-2
Sociedade 02.06.2021 Do nosso arquivo online

Alpha, Beta, Gama, Delta. As novas designações das variantes do SARS-CoV-2

Polícias indianos com capacetes ilustrativos do SARS-CoV-2 para sensibilizar a população para a adoção das medidas sanitárias.

Alpha, Beta, Gama, Delta. As novas designações das variantes do SARS-CoV-2

Polícias indianos com capacetes ilustrativos do SARS-CoV-2 para sensibilizar a população para a adoção das medidas sanitárias.
Foto: AFP
Sociedade 02.06.2021 Do nosso arquivo online

Alpha, Beta, Gama, Delta. As novas designações das variantes do SARS-CoV-2

Lusa
Lusa
Alteração dos nomes das variantes pela OMS pretende evitar a designação "estigmatizante e discriminatória" pelo local onde foram detetadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recorreu a letras do alfabeto grego para designar as variantes do novo coronavírus SARS-CoV-2 consideradas de interesse ou preocupação. O objetivo é evitar a nomeação "estigmatizante e discriminatória" pelo local onde foram detetadas.

No comunicado emitido na terça ao início da noite, a OMS adianta que reuniu um grupo de especialistas, nomeadamente em nomenclatura e taxonomia de vírus, para adotar designações "simples e fáceis de dizer e memorizar".

Vejas as novas designações na tabela abaixo: 

As estirpes do SARS-CoV-2 agora designadas Alpha, Beta, Gama e Delta são consideradas pela OMS como de "preocupação", por estarem associadas a uma ou mais de três condições: aumento da transmissibilidade, aumento da virulência ou diminuição da eficácia das medidas sociais e de saúde pública, diagnósticos, vacinas ou medicamentos disponíveis.

A variante Kappa foi classificada pela OMS como de "interesse", por estar associada a múltiplos casos ou a transmissão comunitária ou em vários países. Nesta categoria existem mais cinco variantes: a B.1.427/B.1.429 e a B.1.526, ambas identificadas pela primeira vez nos Estados Unidos, que passaram a designar-se 'Epsilon' e 'Iota', respetivamente; a P.2, com origem no Brasil, que foi chamada de 'Zeta'; a P.3, detetada nas Filipinas, nomeada 'Theta', e a B.1.525, de diversos países, que é agora 'Eta'.

Os novos nomes das variantes - que não substituem os nomes científicos, mais difíceis de pronunciar e lembrar, mas que continuarão a ser usados no contexto de trabalho científico - foram escolhidos após "uma ampla consulta e revisão de muitos sistemas de nomenclatura", refere o comunicado da OMS, assinalando que a medida visa "simplificar as comunicações públicas" e evitar designar as variantes do SARS-CoV-2 pelos locais onde foram identificadas pela primeira vez, "o que é estigmatizante e discriminatório".

A OMS incentiva as autoridades de cada país e os meios de comunicação social a adotarem as novas designações, entretanto publicadas na página da OMS na internet. O SARS-CoV-2 é o coronavírus que causa a doença respiratória covid-19 que se tornou numa pandemia.

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