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Alpacas ajudam a reabilitar doentes psiquiátricos na Baviera
Sociedade 12 10.08.2020

Alpacas ajudam a reabilitar doentes psiquiátricos na Baviera

Alpacas ajudam a reabilitar doentes psiquiátricos na Baviera

Foto: AFP
Sociedade 12 10.08.2020

Alpacas ajudam a reabilitar doentes psiquiátricos na Baviera

Uma clínica utiliza estes animais para ajudar a tratar cidadãos com doenças psiquiátricas condenados por delitos.

É conhecida a resposta positiva de crianças com autismo a tratamentos através da convivência com animais como cavalos. A equoterapia auxilia na socialização e estimula a vida dos mais jovens com este distúrbio. Agora, uma clínica alemã, na Baviera, usa alpacas para ajudar a debelar e curar adultos com doenças psiquiátricas que foram condenados por delitos. O contacto com os animais é feito de forma acompanhada.

Geralmente apreciados pelas suas peles, estes mamíferos latino-americanos estão a ser agora usados para um objetivo mais nobre numa clínica em Mainkofen. De acordo com a AFP, esta instituição, não longe da fronteira com a Áustria, oferece aos pacientes a possibilidade de canalizar as emoções através de um programa numa quinta que serve de refúgio para estes animais.

Todos os dias, os participantes alimentam os cerca de dez animais, passeiam-nos, escovam-nos, curam possíveis feridas existentes e limpam os estábulos. "Eu gosto muito", afirmou à AFP um homem que se apresenta sob o pseudónimo de Erwin Meier. "É divertido trabalhar com animais. Há algo para fazer todos os dias". Os seus novos amigos peludos ajudam-no a controlar a sua raiva. "Eu costumava ser impulsivo, mas melhorou com os animais, porque se eu fico zangado, eles também ficam zangados, e quanto mais calmo fico, mais calmos ficam".

O programa está aberto a todos os pacientes do hospital mas destina-se principalmente a condenados com doenças psiquiátricas. As alpacas servem como rota de fuga para estes pacientes que normalmente não estão autorizados a sair da clínica mas as regras são estritas: se estiverem longe demasiado tempo ou fora das horas autorizadas, arriscam-se a perder a sua permissão para passar tempo com estes animais.

"Por exemplo, eles vão passear com as alpacas no terreno da clínica, conversam com os visitantes, outros pacientes, médicos ou cuidadores", explica Silke Lederbogen, a pedagoga responsável por este programa pioneiro na Alemanha e proprietária das alpacas.

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