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Alô? Nova investigação sugere que não estamos sozinhos no Universo

Alô? Nova investigação sugere que não estamos sozinhos no Universo

Foto: Pixabay
Sociedade 2 min. 14.09.2018

Alô? Nova investigação sugere que não estamos sozinhos no Universo

Uma equipa de investigadores norte-americanos afirma ter detetado sinais de rádio que poderão indiciar a existência de vida extraterrestre.

Os cientistas do SETI Institute (instituto para a pesquisa de vida extraterrestre) , na Califórnia, afirmam ter descoberto 72 sinais fora do comum numa galáxia anã a cerca de 300 milhões de anos-luz da Terra. Os sinais de rádio, conhecidos como FRB (Fast Radio Bursts) foram detetados pelo Telescópio Green Bank, na Virgínia Ocidental, após terem sido eliminados os sinais de comunicação sem fios para evitar interferências na recolha dos dados. O fenómeno parece ter origem numa galáxia anã, a cerca de 300 milhões de anos-luz da Terra.

Após a análise de um volume exponencial de informação (400 terabytes), os investigadores do SETI concluíram que "a natureza dos objetos que emite estes sinais é desconhecida". O comunicado do SETI escreve mais à frente que "estes sinais podem ser assinaturas da tecnologia desenvolvida por vida inteligente extraterrestre". Na deteção dos 'misteriosos' sinais foram utilizadas técnicas de machine learning e um algoritmo criado pela Universidade da Califórnia, que poderá ser utilizado para futuros estudos de deteção de vida extraterrestre.

Em 1962 o fundador do SETI, Frank Drake, criou a célebre equação Drake que estima o número de civilizações extraterrestres ativas na Via Láctea- à qual pertence o sistema solar. Segundo Drake, o objetivo era o de estimular o diálogo científico sobre a existência de vida extraterrestre, mais do que estimar um número exato de civilizações fora do planeta Terra.

Vida extraterrestre: ciência ou especulação?

Ao longo dos anos, o desenvolvimento tecnológico, aliado à descoberta de novos planetas e galáxias, permite estimar com maior precisão determinadas probabilidades da existência ou não de vida extraterrestre. Mas atualmente muitos dos cálculos e investigações não passam de pura especulação. Em 1977, o astrónomo Jerry Ehman afirmava ter descoberto um sinal de vida extraterrestre. O feito ficou para sempre conhecido como "Wow!", exclamação escrita pelo astrónomo no relatório das suas observações.

A 'descoberta' foi refutada 41 anos mais tarde pelo cientista Antonio Paris. O investigador da Universidade de São Ekaterinburgo, na Florida, concluiu que o sinal enigmático tinha sido, afinal, provocado pelo choque entre dois cometas. Os dois corpos celestes estavam envolvidos numa espessa nuvem de hidrogénio que poderão ter emitido ondas de rádio na mesma frequência detetada pelo radiotelescópio utilizado na altura.

Em 2016 dois astrónomos do SETI desenvolveram a escala Rio, para classificar qualquer evidência de vida fora do planeta Terra. A escala varia entre 0 (Nenhuma) e 10 (Extraordinária), sendo que nenhum sinal foi até agora reconhecido como vida extraterrestre. A existência de vida fora do planeta Terra foi sempre objeto de especulação e sensacionalismo nos media.

No início de 2018, uma nova equipa de cientistas propôs uma revisão da escala para Rio 2.0, investigação que foi publicada no Jornal Internacional de Astrobiologia. O novo instrumento pretende simplesmente "ajudar a manter a confiança pública no trabalho dos cientistas num mundo inundado de fake news", afirma Jill Tarter, um dos criadores da escala.

Catarina Osório

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