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Alimentos contaminados. Este ano foram retirados 143 produtos das prateleiras
Sociedade 3 min. 23.11.2022
Segurança alimentar

Alimentos contaminados. Este ano foram retirados 143 produtos das prateleiras

Segurança alimentar

Alimentos contaminados. Este ano foram retirados 143 produtos das prateleiras

Foto de arquivo: Luxemburger Wort
Sociedade 3 min. 23.11.2022
Segurança alimentar

Alimentos contaminados. Este ano foram retirados 143 produtos das prateleiras

Pascal MITTELBERGER
Pascal MITTELBERGER
O maior número de recolhas deve-se ao aumento de controlos no Grão-Ducado e à melhoria da cooperação com os países de onde importa.

Até à passada segunda-feira, 21 de novembro, tinham sido recolhidos 143 produtos alimentares no Luxemburgo, mais do que em todo o ano de 2021. O leque de produtos é variado: pizza, levedura, carne, legumes, queijo, peixe, bolachas... São vendidos em todo o tipo de lojas no Grão-Ducado, como supermercados ou mercearias, e alguns são rotulados como orgânicos. 


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Desde o início de abril, foram retiradas do mercado mais de 3.000 toneladas de produtos Kinder devido a um surto de salmonela.

De acordo com os dados disponíveis no portal da Segurança Alimentar, o número de recolhas subiu acentuadamente nos últimos anos. Mas, para Patrick Hau, diretor-adjunto da Administração Luxemburguesa Veterinária e Alimentar  (ALVA) - sob a alçada do Ministério da Agricultura -, este aumento não deve ser visto como uma deterioração das condições de produção destes alimentos. Pelo contrário: "Nos últimos anos, tem havido cada vez mais controlos, cada vez mais transparência, e foi criado um sistema de alerta rápido."

Os controlos são efetuados a vários níveis. Em primeiro lugar, pelos próprios estabelecimentos alimentares. Uma espécie de autocontrolo, que já permite a deteção de produtos que não cumprem os critérios necessários para venda.

há cada vez mais alertas internacionais que são desencadeados e que têm impacto no Luxemburgo

Patrick Hau, diretor-adjunto da ALVA

Em segundo lugar, pela ALVA, em vários locais e diferentes fases de fabrico produto: os inspetores intervêm tanto numa quinta como num supermercado, numa linha de transformação ou num restaurante. Isto dentro do Luxemburgo.


Alerta europeu leva a nova recolha de gelados Häagen-Dazs
São agora 17 os produtos retirados das prateleiras devido à presença de vestígios de um composto cancerígeno.

Há, também, "a colaboração entre os Estados-membros da União Europeia que está a melhorar. E assim há cada vez mais alertas internacionais que são desencadeados e que têm impacto no Luxemburgo", acrescenta Patrick Hau. 

Há cada vez mais transparência e comunicação

Mais transparência e comunicação estão, portanto, a levar a este aumento das retiradas preventivas, o que por vezes pode assustar o consumidor. "Isto não significa que a segurança alimentar não esteja garantida. Pelo contrário, é antes um indicador de que está a funcionar cada vez melhor, porque há cada vez mais controlos e cada vez mais notificações que são emitidas".

Estas recolhas são assim comunicadas pela Segurança Alimentar online - o utilizador pode, paralelamente, subscrever um sistema de alerta por e-mail- e nas lojas. Em alguns casos, dependendo do risco potencial, é pedido aos meios de comunicação social que divulguem a informação. "Depende do nível de contaminação, e também da estirpe presente. Por exemplo, no caso da bactéria E.Coli, existem muitas estirpes diferentes. Alguns não são de todo patogénicos, enquanto outros são extremamente patogénicos", explica Patrick Hau. 

Controlo previsto para mercados de Natal

Se, no entanto, alguns alimentos, sobre os quais a ALVA lançou um alerta, tiverem sido consumidos e levado algumas pessoas a adoecer este ano (por exemplo, produtos da fábrica Ferrero em Arlon), "tanto quanto sei, felizmente, não houve mortes no Luxemburgo", sublinha o diretor-adjunto. 


Imagem ilustrativa.
E.coli em pizzas Buitoni. França abre investigação por "homicídio involuntário"
A investigação diz respeito aos delitos de "engano de mercadorias, exposição ou venda de produtos alimentares corrompidos ou falsificados prejudiciais à saúde, colocação no mercado de produto prejudicial à saúde, perigo de terceiros, lesões involuntárias e homicídio involuntário".

O ano está a chegar ao fim, e um período de grande consumo aproxima-se com as férias de Natal e Ano Novo. Mas isto não vai alterar o trabalho dos agentes da ALVA "Há várias vezes por ano quando há aumento do consumo, na Páscoa, por exemplo, ou durante outros feriados religiosos. Não há momentos concretos em que os controlos sejam muito mais reforçados do que outros. Exceto talvez a Schueberfouer. Aí, pusemos em prática um programa especial para assegurar o controlo deste evento, que é enorme."

Apesar de não se poder comparar à escala da Schueberfouer, está previsto um programa de controlo para os mercados de Natal do Grão-Ducado.

(Este artigo foi originalmente publicado no Virgule e adaptado para o Contacto por Maria Monteiro.)

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