Alemanha. Renânia-Palatinado quer Luxemburgo fora da 'zona de risco' o "mais rápido possível"
Alemanha. Renânia-Palatinado quer Luxemburgo fora da 'zona de risco' o "mais rápido possível"
Malu Dreyer pediu, na passada segunda-feira, ao governo federal alemão que "retire o mais rápido possível a classificação de Luxemburgo como zona de risco". "É muito gratificante notar que, de acordo com as últimas estatísticas epidemiológicas, os números da infeção no Luxemburgo caíram drasticamente, confirmando a tendência das últimas semanas", afirmou Dreyer à imprensa à margem de uma visita a Meinz.
"Não só o governo federal deve controlar a situação no Grão-Ducado, mas também, à luz dos números atuais, revogar o mais rápido possível a classificação na zona de risco", apelou a ministra-presidente, garantindo que a região está "particularmente ligada ao Luxemburgo. Só para trabalhar, cerca de 40.000 pessoas cruzam a fronteira todos os dias".
Em meados de julho, o Luxemburgo foi reconhecido como zona de risco pelo Instituto Robert Koch, após ter ultrapassado o limite de 50 novos casos por 100 mil habitantes no espaço de sete dias.
Mas, desde o início, que o Grão-Ducado se opõe a esta classificação, argumentando que os números elevados existem devido à campanha de testes em larga escala no país, onde se incluem os trabalhadores transfronteiriços.
O ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês, Jean Asselborn, pediu mesmo ao homólogo alemão para retirar o Grão-Ducado da lista 'negra' alemã dos países de risco da covid-19, por já não se justificar o perigo. O pedido foi feito for carta enviada a 14 de agosto mas até à data o Luxemburgo continua a figurar na lista.
Mas a Alemanha não é a única, vários países europeus têm colocado restrições à entrada de residentes no Luxemburgo, exigindo por exemplo quarentenas ou testes negativos ao coronavírus. Os números da covid-19 no país continuam a ditar restrições à entrada dos cidadãos que viagem do país para o estrangeiro.
Edição de Ana Patrícia Cardoso.
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