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Ainda no útero, bebés têm sabores e cheiros preferidos
Sociedade 2 min. 22.09.2022
Estudo

Ainda no útero, bebés têm sabores e cheiros preferidos

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Ainda no útero, bebés têm sabores e cheiros preferidos

Foto: Unsplash
Sociedade 2 min. 22.09.2022
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Ainda no útero, bebés têm sabores e cheiros preferidos

AFP
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A conclusão é de um novo estudo conduzido por cientistas da universidade britânica de Durham e da universidade francesa de Borgonha.

Fãs de cenouras, mas menos de couve: ainda no útero, os bebés reagem de forma diferente aos sabores e cheiros, concluíram pela primeira vez os cientistas ao examinar as suas expressões faciais.

No estudo, conduzido por cientistas da universidade britânica de Durham e da universidade francesa de Borgonha e publicado esta quinta-feira na revista Psychological Science, 100 mulheres com idades entre os 18 e 40 anos e 32 a 36 semanas de gravidez foram submetidas a ecografias 4D.

Estas imagens permitiram aos investigadores observar como os bebés reagiam quando as suas mães comiam cenouras ou couves.

Ingestão de líquido amniótico na origem da exposição à comida

Os fetos expostos à cenoura mostraram "um rosto risonho", enquanto aqueles cujas mães tinham comido couve kale, popular entre os amantes de comida saudável, mostraram "um rosto lacrimejante", constataram os investigadores.

"Vários estudos sugeriam que os bebés podem saborear e cheirar no útero, mas tinham sido baseados em resultados após o nascimento, pelo que o nosso estudo é o primeiro a mostrar estas reações antes do parto", referiu Beyza Ustun, investigadora da Universidade de Durham e principal autora.


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Os seres humanos percebem os sabores através de uma combinação do paladar e cheiro. Nos fetos, os investigadores acreditam que este mecanismo pode ocorrer através da ingestão do líquido amniótico no útero.

"Observando as reações faciais dos fetos, podemos assumir que uma série de estímulos químicos passa através da comida da mãe para o ambiente do feto", disse o professor Benoist Schaal, do Centre National de la Recherche Ccientifique-Université de Bourgogne, co-autor do estudo.

Pode a alimentação na gravidez influenciar as preferências dos bebés?

"Isto pode desempenhar um papel importante na nossa compreensão do desenvolvimento dos nossos recetores gustativos e olfativos, bem como da perceção e memória a eles associada", continuou.

Os investigadores dizem que estes resultados podem ajudar a informar melhor as mães sobre a importância de uma alimentação saudável durante a gravidez.

Os autores do estudo iniciaram também um acompanhamento destes fetos para ver se a dieta das grávidas poderia ter um impacto nas preferências alimentares dos bebés uma vez nascidos.

O objetivo deste novo estudo é verificar se a exposição repetida destes fetos a sabores menos preferidos poderia, com o tempo, levá-los a habituarem-se aos mesmos, para que sejam melhor aceites pelos recém-nascidos quando os provarem pela primeira vez.

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