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Agência Europeia do Medicamento diz que existe "ligação" entre vacina da AstraZeneca e tromboses
Sociedade 3 min. 06.04.2021

Agência Europeia do Medicamento diz que existe "ligação" entre vacina da AstraZeneca e tromboses

Agência Europeia do Medicamento diz que existe "ligação" entre vacina da AstraZeneca e tromboses

Foto: AFP
Sociedade 3 min. 06.04.2021

Agência Europeia do Medicamento diz que existe "ligação" entre vacina da AstraZeneca e tromboses

Redação
Redação
Em vários países foram registados casos de tromboses em pacientes após administração da vacina. Agência Europeia do Medicamento considerou que o fármaco era seguro no final de março.

Um funcionário da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa) confirmou que existe uma "ligação" entre a vacina AstraZeneca e os casos de trombose observados após a sua administração. A informação foi divulgada numa entrevista ao diário italiano Il Messaggero. 

"Podemos agora dizê-lo, é evidente que existe uma ligação com a vacina. O que causa esta reação, contudo, ainda não sabemos", disse Marco Cavaleri, diretor da estratégia de vacinação da EMA. "Em resumo, nas próximas horas diremos que existe uma ligação, mas ainda precisamos de compreender como é que isso acontece", acrescenta.

A vacina tinha sido suspensa há umas semanas em vários países, incluindo o Luxemburgo, após registo de tromboses em pacientes após terem tomado a vacina da AstraZeneca. Mas após avaliação, a 22 de março, a EMA considerou que a vacina é segura, apesar de considerar necessária mais investigação.   

A agência volta a reunir-se sobre o assunto entre 6 a 9 de abril. "Estamos a tentar obter uma imagem clara do que se está a passar, para definir precisamente o que é esta síndrome vacinal (...) Entre os vacinados há mais casos de trombose cerebral em jovens do que seria de esperar. Isto temos de dizer", afirmou Marco Cavaleri. 

Há já várias semanas que se levantam suspeitas sobre possíveis efeitos secundários graves, mas raros, após terem vários pessoas vacinadas com a  AstraZeneca terem sofrido tromboses. Dezenas de casos já foram relatados em vários países, alguns dos quais resultaram na morte dos pacientes. Quanto ao Luxemburgo, os problemas associadas à toma da vacina foram quase todos observados em mulheres com menos de 55 anos, confirmou o Ministério da Saúde recentemente à Rádio Latina. Mas não há registo de mortes.

Só no Reino Unido, registaram-se até à data 30 casos e sete mortes de um total de 18,1 milhões de doses administradas até 24 de março. Até agora, a EMA manteve que "não foi provada nenhuma relação causal com a vacina", embora seja "possível", e que os benefícios da vacinação contra o coronavírus superam sempre os riscos. Para Paul Hunter, especialista em microbiologia médica da Universidade de East Anglia, entrevistado pela AFP, "as provas apontam mais para que a vacina Oxford-AstraZeneca seja a causa". 

Em linha com outros países, o Luxemburgo retomou a vacinação com o fármaco sueco-britânico a 18 de março, que passou a designar-se VaxzevriaInicialmente a vacina foi apenas administrada a pessoas com menos de 65 anos de idade, uma vez que persistiam dúvidas quanto à sua eficácia nos mais velhos. No entanto, pouco tempo depois o Conselho Superior para as Doenças Infecciosas voltou a recomendar a administração do fármaco a pessoas com mais de 65 anos no Luxemburgo.

Em sentido oposto, outros Estados optaram recentemente por não administrar a vacina abaixo de uma certa faixa etária, incluindo França, Alemanha e o Canadá. Numa medida mais radical, a Noruega e a Dinamarca suspenderam temporariamente a utilização do fármaco. Em linha com o parecer da EMA, a AstraZeneca assegurou em março que não havia "provas de risco acrescido" da vacina, e voltou a reiterar no sábado passado que a "segurança dos pacientes" é a "prioridade máxima".

(Com AFP e Rádio Latina)

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