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Ação contra os plásticos que sufocam os oceanos

Ação contra os plásticos que sufocam os oceanos

Foto: DR
Sociedade 09.06.2019

Ação contra os plásticos que sufocam os oceanos

Mergulhadores do WWF envolvem com plástico esculturas humanas do museu submerso de Lanzarote

As esculturas humanas do museu submerso de Lanzarote apareceram envolvidas, este sábado, em plásticos, numa ação realizada no Dia dos Oceanos por mergulhadores voluntários do WWF para denunciarem a magnitude do problema da contaminação dos mares.

Com esta denúncia, a organização ambientalista procura lembrar que anualmente pelo menos oito milhões de toneladas de plásticos acabam no oceano, “um número que equivale a despejar um camião de lixo no mar a cada minuto".

Em comunicado, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) adverte ainda para o facto de estimar que a cada ano, cerca de 100.000 animais marinhos morrem devido ao plástico, desde os cetáceos, tartarugas, peixes às aves marinhas.

“Alguns animais, como tartarugas, confundem sacos de plástico com alforrecas acabando por comê-los e morrer, enquanto 90% das aves marinhas no mundo têm pedaços de plástico no estômago”, adverte o WWF.

Ao envolver as esculturas de Jason deCaires Taylor com plásticos, naquele que é o primeiro museu submarino da Europa e que fica na costa de Lanzarote, o WWF tenta mostrar que todo lixo que está nos oceanos representa "uma ameaça" para os seres humanos.

"Não é em vão que os microplásticos ingeridos pelos peixes também acabam nos nossos pratos todos os dias quando consumimos peixes", revela um estudo recente que estima que um consumidor poderia ingerir aproximadamente 50.000 partículas de microplástico por ano”, lembra o WWF.

Esta ação de denúncia realiza-se no âmbito da campanha da WWF #NaturalezaSinPlasticos para evitar que a vida marinha se “afogue” neste tipo de lixo, sendo que o WWF lançou uma campanha de recolha de assinaturas ‘online’ para pedir aos governos que iniciem as negociações para chegarem a um acordo global para acabar com a poluição marinha resultante dos plásticos.

Lusa