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A partir de julho restaurantes dizem adeus a talheres e embalagens de plástico
Sociedade 2 min. 26.01.2021

A partir de julho restaurantes dizem adeus a talheres e embalagens de plástico

A partir de julho restaurantes dizem adeus a talheres e embalagens de plástico

Foto: Pixabay
Sociedade 2 min. 26.01.2021

A partir de julho restaurantes dizem adeus a talheres e embalagens de plástico

Diana ALVES
Diana ALVES
Federação do setor considera que "não existe ainda uma boa alternativa aos talheres de plástico no mercado".

A partir do dia 3 de julho, passa a ser proibido no Luxemburgo, e nos restantes países da União Europeia, uma série de objetos de plástico de uso único, entre os quais talheres, palhinhas e embalagens. A medida vai implicar mexidas no setor da restauração, sobretudo numa altura em que as vendas para fora e os serviços de take away são particularmente importantes.

Apesar de alguma oposição à medida por parte da Horeca não teve outra escolha e a partir de 3 de julho os fornecedores deixarão de poder vender este tipo de objeto em plástico a restaurantes e cafés. Em declarações à Rádio Latina, François Koepp, secretário-geral da federação Horesca, lembrou que, apesar das novas regras, os restaurantes que ainda tiverem este tipo de material em stock, poderão continuar a usá-lo após o dia 3 de julho. Depois de escoarem esse material, acabou-se o plástico, embora a federação considere que "não existe ainda uma boa alternativa aos talheres de plástico no mercado". 

A maior parte dos restaurantes que já abandonaram o plástico recorrem sobretudo a talheres de bambu e madeira, utensílios que, no entender do secretário-geral da Horesca, "não têm a mesma qualidade dos objetos usados atualmente e que passarão a ser proibidos". Em relação às embalagens de take away, Koepp lembra que no Luxemburgo existe a chamada 'ecobox', uma caixa reutilizável que o cliente pode solicitar numa série de restaurantes aderentes, pagando um depósito de cinco euros. Montante que pode reaver ao devolvê-la.


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Questionado sobre se o fim do plástico de uso único vai trazer ainda mais dificuldades a um setor já muito abalado pela crise atual, Koepp considera que, no cômputo geral, as empresas estão preparadas para esta mudança, até porque a medida foi bastante discutida no seio da federação. Outro dos objetos que passará a ser proibido a partir de julho diz respeito a cotonetes. Cotonetes e palhinhas de plástico, por exemplo, só serão autorizados nos hospitais por questões de higiene e segurança. A lista dos objetos que passarão a ser proibidos está disponível no site da Câmara do Comércio. 

(Diana Alves, jornalista da Rádio Latina)

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