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50 anos da chegada à Lua. O salto gigantesco para a humanidade
Sociedade 4 min. 20.07.2019

50 anos da chegada à Lua. O salto gigantesco para a humanidade

50 anos da chegada à Lua. O salto gigantesco para a humanidade

Foto: AFP
Sociedade 4 min. 20.07.2019

50 anos da chegada à Lua. O salto gigantesco para a humanidade

Foi há 50 anos, que o astronauta Neil Armstrong disse a frase que o tornou célebre: “É um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a humanidade”.

A humanidade deu “um salto gigantesco” quando o astronauta Neil Armstrong se tornou o primeiro Homem a pisar a Lua, sob as cores de uma bandeira norte-americana, cosida por uma portuguesa, e perante o olhar de milhões na Terra.

Foi há 50 anos, que Armstrong disse a frase que o tornou célebre: “É um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a humanidade”.

Depois de Neil Armstrong, comandante da missão Apollo 11, o astronauta Buzz Aldrin, piloto do módulo lunar “Eagle”, foi o segundo Homem a pisar a superfície da Lua, onde encetou como que uns passos de dança, como mostra um dos vídeos da NASA.


O salto gigantesco para a humanidade teve mãozinha portuguesa
Nem a nave, nem o fato , nem o astronauta Neill Amstrong eram portugueses, mas nem por isso deixou de haver uma pequena ajuda portuguesa nos primeiros passos humanos dados na Lua.

Nas duas horas e meia em que caminharam no Mar da Tranquilidade, região quase plana e escura onde o “Eagle” alunou em 20 de julho, depois de se ter distanciado da zona inicialmente prevista, os dois astronautas norte-americanos falaram com o Presidente dos Estados Unidos Richard Nixon, que os felicitou, recolheram amostras de solo e rocha lunar, instalaram instrumentos científicos, como um sismómetro, fixaram, sem conseguirem enterrar, uma bandeira americana, cosida por Maria Isilda Ribeiro, que trabalhava na fábrica Annin, em Nova Jérsia, e registaram imagens.

Deixaram para trás medalhas em homenagem à tripulação da primeira missão lunar, a Apollo 1, que morreu num teste de lançamento, e uma placa com a inscrição “Viemos em paz em nome de toda a humanidade”.

Antes de regressar ao módulo lunar, Neil Armstrong ainda inspecionou uma cratera com 33 metros de diâmetro, o ponto mais distante do “Eagle” na superfície da Lua.

O comandante da Apollo 11 e Buzz Aldrin voltariam a juntar-se ao restante elemento da tripulação da missão, Michael Collins, piloto do módulo de comando “Columbia”, a 21 de julho, depois de o “Eagle” ter estado alunado durante 21 horas e 36 minutos.

Dos três astronautas norte-americanos, Collins foi o único que não esteve na superfície da Lua, apenas na sua órbita, a bordo do “Columbia”, cerca de 28 horas, o tempo em que os dois módulos estiveram separados.

A tripulação, que descolou a 16 de julho de 1969 do Centro Espacial Kennedy, na Florida, Estados Unidos, a bordo do foguetão Saturno V, então o maior e mais poderoso, concebido por um engenheiro alemão nazi, Wernher von Braun, regressou à Terra no “Columbia”, que amarou no Oceano Pacífico, a cerca de 1.400 quilómetros da oeste do Havai, em 24 de julho.

Ao todo, a missão Apollo 11 durou oito dias, três horas, 18 minutos e 35 segundos, de acordo com os arquivos da NASA.

A meta que o Presidente dos Estados Unidos John Kennedy traçara em 1961, dois anos antes de ser assassinado em Dallas, tinha sido cumprida, a de colocar astronautas na Lua e fazê-los regressar em segurança à Terra antes do fim da década de 1960.

Na sua autobiografia “Magnífica desolação”, de 2009, Buzz Aldrin apresenta a alunagem como a reafirmação do sonho americano, face à ameaça da supremacia da União Soviética, que lançou para o espaço o primeiro satélite, o “Sputnik”, e o primeiro Homem, o cosmonauta Iuri Gagarin.

Num outro livro, “Missão para Marte: a minha visão sobre a exploração espacial”, de 2013, Aldrin, que teve dificuldade em exprimir o significado da sua estada na Lua, descreve o seu cheiro como cinzas de uma lareira borrifadas de água e define-se como “o primeiro extraterrestre, de um outro mundo, a entrar numa nave para ir para a Terra”.

O astronauta lidou mal com a fama que a viagem à Lua lhe deu, tendo-se refugiado durante vários anos no álcool e na depressão. Mas, aos 89 anos, é o mais ativo dos coroados heróis da Apollo 11, que tem defendido com garras a continuidade da exploração espacial, inclusive para Marte, multiplicando-se em projetos pedagógicos e de divulgação.

Num vídeo difundido pela NASA para assinalar o 50º aniversário da chegada do Homem à Lua, Aldrin, que foi o primeiro astronauta doutorado, com formação militar, resume o significado da Apollo 11 como “exploração, arriscar por grandes recompensas na ciência e na engenharia”.


A história da rocha lunar roubada a Portugal
O fragmento de rocha lunar que estava desde 1976 em exposição no Planetário Calouste Gulbenkian, da Marinha, em Lisboa, foi furtado em 1985, desconhecendo-se o seu paradeiro.

Michael Collins, 88 anos, tem sido mais comedido nas aparições públicas. Na década de 1970 foi o primeiro diretor do Museu Nacional do Ar e do Espaço, com sede em Washington, que tem como uma das relíquias a nave “Columbia”, que ele próprio pilotou.

Neil Armstrong, o único dos três astronautas que era civil e o mais reservado, que após a Apollo 11 regressou à vida universitária como professor de engenharia, morreu em 2012, aos 82 anos.

Apesar de ter morrido, o seu “salto gigantesco para a humanidade” ficou imortalizado no ecrã e num “pequeno passo” que a falta de vento e chuva na Lua, devido à ausência de atmosfera, terá preservado no solo.

Cinquenta anos depois da alunagem da Apollo 11, a Lua volta a dar que falar, com os Estados Unidos a prometerem lá voltar em 2024 com astronautas, incluindo uma mulher, tendo na mira chegar mais longe, a Marte.


Meio século depois, os EUA querem regressar à Lua, ir a Marte e contruir uma base lunar
Prevê-se a construção no futuro de uma estação orbital na Lua, a Gateway, que servirá de plataforma também para Marte, a ser construída numa parceria entre a NASA e as congéneres europeia, russa, canadiana e japonesa e empresas privadas, algumas a apontarem baterias para o turismo espacial e a colonização de Marte. Mesmo assim, bastante atrasados em relação à série de fição científica "Espaço 1999".

Em maio, a agência espacial norte-americana NASA anunciou que a nova missão lunar humana, ainda sem custos contabilizados, se chamará Ártemis, que, na mitologia greco-romana, era irmã gémea de Apolo e deusa da caça e da Lua.