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2018 foi mais quente e mais seco no Luxemburgo

2018 foi mais quente e mais seco no Luxemburgo

Foto: Bernd Weissbrod/AFP
Sociedade 3 min. 03.01.2019

2018 foi mais quente e mais seco no Luxemburgo

O balanço do ano meteorológico de 2018 no Luxemburgo confirma as tendências globais do clima em algumas zonas do globo: no ano que passou, o tempo foi mais quente e ligeiramente mais seco do que o período 1981-2010.

Após os vários alertas de várias organizações mundiais em relação ao clima, os dados do governo luxemburguês em relação ao balanço meteorológico de 2018 também não são animadores. Segundo o relatório estatístico anual elaborado pelo ministério da Agricultura, Viticultura e Desenvolvimento Rural o ano que passou foi 1,8 graus mais quente do que a média das temperaturas entre 1981 e 2010. Apesar de os níveis de precipitação se manterem em linha com a média do período 1981-2010, o verão em particular foi mais seco, refere o estudo do ministério. Em julho de 2018, Remich e Grevenmacher registaram números recorde em termos de baixa precipitação. 

Em relação às temperaturas médias registadas, os dados do governo grão-ducal revelam que só fevereiro e março registaram uma média mais baixa da do período de 31 anos usado como referência. Nos restantes meses, os valores de 2018 são mais elevados quando comparados com o mesmo período. O maior desvio negativo de temperatura registou-se em fevereiro em Asselborn, -3,3 graus em relação aos valores médios deste mês. No sentido oposto, o maior desvio de temperaturas positivas deu-se em janeiro em Remich, onde se registaram em média mais 4,2 graus do que o normal para o mês. 

 "Balanço de água negativo" em 2018

No geral, choveu ligeiramente menos em 2018 do que a média dos anos de 1981 a 2010. Apenas em Asselborn estes valores foram significativamente mais baixos, tendo-se registado um défice de chuva de -23%. No mesmo sentido, os níveis de chuva foram superiores ao período de referência apenas nos meses de janeiro, junho e dezembro. Em média, de julho a novembro, os níveis de chuva registados estiveram abaixo do normal, com a exceção de Grevenmacher que foi atingida por fortes chuvas em agosto que causaram cheias em algumas zonas. 


Luxemburgo saiu à rua para cantar contra as alterações climáticas
No domingo passado, cerca de 400 pessoas juntaram-se na Abadia de Neimënster para cantar "Do it now", o hino do movimento "Sing for the climate" que está a dar a volta ao mundo.

O ministério da Agricultura salienta também que a fraca precipitação em conjunto com as temperaturas acima da média contribuíram para a situação de seca dos solos, sobretudo em Grevenmacher e Remich. No geral, no ano passado registou-se um "balanço de água negativo", conclui o governo. Isto é, a potential evaporação de água foi superior à precipitação. Nas quatro estações meteorológicas analisadas, o balanço negativo foi registado entre abril e outubro, o que resultou em "seca extrema" dos solos durante a estação outonal. O mês de julho foi ainda particularmente seco nas estações de Grevenmacher e Remich, batendo os valores de desequilíbrio recorde atingidos em 2003. Em Reuler and Obercorn apenas em julho de 2006  se tinha registado um valor tão baixo no que respeita ao balanço de água.

Outono de 2018 foi o mais seco desde 1947 

Já no final de 2018, os números do Meteolux, instituto de meteorologia luxemburguês, também se revelavam preocupantes. Na análise ao clima durante os meses de outono, o instituto concluiu que as temperaturas foram mais elevadas para a média da estação em relação ao período entre 1981 e 2010. A estação foi, aliás, a terceira mais seca de que há registo desde 1947. Em particular, nos meses de setembro, outubro e novembro as temperaturas estiveram acima da média em comparação com o período entre 1981 e 2010. O dia mais quente do ano registou-se aliás, a 18 de setembro, em que os termómetros atingiram os 31,2 graus, já com o outono a bater à porta. As alterações climáticas têm preocupado cada vez mais os cidadãos luxemburgueses. Em novembro passado, várias ONG luxemburguesas juntaram-se ao movimento de cidadãos europeus que quer responsabilizar criminalmente as instituições europeias pela incapacidade de travar os efeitos das alterações climáticas. No final do ano, a petição no Grão-Ducado tinha 169 mil assinaturas.

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