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"17Antissistema". O grupo de jovens delinquentes que ataca no Luxemburgo
Sociedade 2 min. 22.07.2022
Violência

"17Antissistema". O grupo de jovens delinquentes que ataca no Luxemburgo

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"17Antissistema". O grupo de jovens delinquentes que ataca no Luxemburgo

Shutterstock
Sociedade 2 min. 22.07.2022
Violência

"17Antissistema". O grupo de jovens delinquentes que ataca no Luxemburgo

Steve REMESCH
Steve REMESCH
As ações do grupo estão a preocupar as autoridades luxemburguesas. São muitos, menores de idade e de uma brutalidade incomum.

O grupo escolhe um alvo ao acaso. Uma vez cercado, um ou mais agressores batem-lhe e dão pontapés, enquanto alguém filma. Cada ato de violência torna-se um troféu de humilhação e motivo de orgulho (fenómeno é conhecido como 'happy slapping') e já existem vários exemplos no Luxemburgo. 

De acordo com o Luxemburguer Wort, o 'happy slapping' entrou no país nos últimos meses e o objetivo maior é humilhar a vítima e infligir ferimentos o mais graves possíveis para depois o agressor gabar-se disso. 

 Cerca de 40 menores envolvidos 

Estima-se que o grupo tenha cerca de quarenta jovens, alguns já visados pela polícia e pelos tribunais como violentos. Todos são menores, alguns nem têm 14 anos.  


Entre 2017 e 2021, o centro de Dreiborn recebeu 75 jovens residentes e 32 não-residentes, sendo que quase metade tinha a nacionalidade luxemburguesa.
Ambiente tenso no centro sócio-educativo de Dreiborn
O estabelecimento de Dreiborn é destinado a receber menores problemáticos, mas há cada vez menos pessoas formadas a trabalhar na estrutura, denuncia relatório.

De acordo com a informação disponível, o bando é chamado de "17", "1Block7", ou "17Antissistema" e quer tornar-se conhecido pelos atos de violência. Costumam ameaçar as vítimas: se denunciarem, voltam a encontrar-se. Por isso, as autoridades têm a tarefa dificultada ao ter de investigar os casos sem testemunhos de todas as vítimas. Muitas têm vergonha de ter sofrido as agressões e precisam mesmo de ajuda psicológica. 

De acordo com o Wort, não há números concretos de situações violentas, uma vez que a polícia quer manter a investigação o mais privada possível. Ainda não terá chegado a várias dezenas, mas o aumento está a preocupar as autoridades. E o número de casos não relatados deverá ser muito elevado. 

Como identificá-los? 

Embora os vídeos sejam partilhados em grupos fechados, acabam por ser apanhados pelas polícia, o que ajuda a identificar os participantes. Um dos vídeos mais partilhados mostra dois alunos muito jovens a baterem sem tréguas num colega de turma na casa de banho da Atert High School. Os jovens já estavam sob investigação. O ato teve a assinatura de "1Block7". 

O que fazer com dezenas de delinquentes juvenis? De acordo com algumas fontes, alguns dos alegados membros já foram identificados e tiveram uma audiência com a polícia. Mas a justiça tem limites. 

Onde os colocar? 

Há muito que se sabe que o centro sócio-educativo de Dreiborn está sobrecarregado. Os jovens calculam que não irão para lá, ou não ficarão lá por muito tempo. Existe falta de infraestruturas e a capacidade não é a adequada. Uma solução rápida não está à vista e, sem ela, haverá mais vítimas. 

(Artigo original publicado na versão alemã do Wort)

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