Escolha as suas informações

17 de novembro. Um ano de covid-19
Sociedade 3 min. 17.11.2020

17 de novembro. Um ano de covid-19

17 de novembro. Um ano de covid-19

AFP
Sociedade 3 min. 17.11.2020

17 de novembro. Um ano de covid-19

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
A 17 de novembro de 2019 foi detetado o primeiro caso de covid-19 na província chinesa de Wuhan. E o mundo nunca mais foi o mesmo.

De repente passou um ano. No dia 17 de novembro de 2019, quando o primeiro caso de coronavírus foi detetado num homem de 55 anos na província chinesa de Hubei, em Wuhan, era impossível imaginar o que vinha por aí: uma pandemia que hoje supera os 55 milhões de casos positivos e já tirou a vida a 1,3 milhões de pessoas. 

Demorou algum tempo até a Organização Mundial de Saúde reconhecer oficialmente o caso como grave. Viria a acontecer a 8 dezembro, quando dezenas de casos começaram a surgir em Wuhan. Só em janeiro o vírus foi isolado e identificado como um novo tipo de coronavírus. Ao mesmo tempo, os casos na China começam a espalhar-se. E foi progressivemente tornando-se global. Na Europa, o primeiro país a apontar os casos mais graves foi a Itália. 

Nos Estados Unidos só viria a chegar a 21 de janeiro e, em França, a 24. A 31 de janeiro já tinham sido foram registados casos em 18 países fora da China. No Luxemburgo, o Ministério da Saúde confirma um primeiro caso na noite de 29 de fevereiro. Um homem de 40 anos que regressou de Itália via aeroporto de Charleroi, na Bélgica. 

A primavera de 2020 ficou marcada pelo maior confinamento global de que há memória. O mundo ficou em casa, os aviões deixaram de levantar voo, as fronteiras fecharam e os hospitais lotaram a capacidade com casos de covid-19. As pessoas perceberam que era possível trabalhar de casa. O teletrabalho ganhou espaço e o convívio entre pessoas deixou praticamente de existir.

Entretanto, a pandemia deu uma "folga" nos meses de verão, os países desconfinaram e houve quem achasse que tudo iria melhorar até ao Natal. Mas com a chegada da estação fria os números vieram provar o contrário. No Luxemburgo, o recorde diário de 10 mortes por covid-19 mexeu com o Governo, que já lançou o aviso: ou os números baixam ou o país vai tomar medidas mais restritivas que poderão manter-se até 15 de dezembro e um prolongamento do recolher obrigatório. 

A Europa é um continente devastado pelo coronavírus. O confinamento voltou a ser uma das alternativas para tentar controlar a segunda vaga da pandemia num continente onde já morreram mais de 300 mil pessoas.

Entretanto, a corrida à vacina está renhida mas sem fim à vista. Depois de ter assegurado 300 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech, a Comissão Europeia anunciou o quinto contrato com uma outra farmacêutica, a CureVac. Para quando? Não se sabe ao certo. 

E, mesmo que seja aprovada, o diretor-geral da OMS já veio dizer que uma vacina não chega. "A vigilância tem de continuar. As pessoas terão de continuar a ser testadas, isoladas e a receber os cuidados necessários", disse. "Os contactos terão de continuar a ser monitorizados e indivíduos terão de continuar a ter cuidados", alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus antes de sublinhar que "ainda temos um longo caminho pela frente" e que, "por si só", "uma vacina não acaba com a pandemia". 

Ficam os números para provar a "longa" jornada que há pela frente na pandemia. Em 12 meses 55 milhões de casos positivos. Os Estados Unidos são país com mais casos e mortes a nível mundial: 11,2 milhões e 247.220 óbitos, respetivamente. Os países mais afetados em número de casos são a Índia (8,8 milhões), Brasil (5,8 milhões), França (mais de 2 milhões), Rússia (1,9 milhões) e Espanha (1,4 milhões). 

Entre outros países, cinco já ultrapassaram um milhão de infetados: Reino Unido, Argentina, Itália, Colômbia e México. O Peru está lá perto, com mais de 900 mil casos. 



Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas