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11 bebés morrem num incêndio em hospital no Senegal
Sociedade 26.05.2022
Luto nacional

11 bebés morrem num incêndio em hospital no Senegal

Famílias confortam-se em frente ao hospital onde deflagrou um incêndio que matou 11 bebés.
Luto nacional

11 bebés morrem num incêndio em hospital no Senegal

Famílias confortam-se em frente ao hospital onde deflagrou um incêndio que matou 11 bebés.
Foto: AFP
Sociedade 26.05.2022
Luto nacional

11 bebés morrem num incêndio em hospital no Senegal

AFP
AFP
Um curto-circuito estará na origem do incêndio.

Um número trágico: 11 bebés morreram num incêndio causado por um curto-circuito aparentemente acidental, numa unidade neonatal de um hospital em Tivaoune. O caso está a chocar a população senegalesa e levanta mais uma vez questões sobre as condições do sistema de saúde do país. 

O Presidente Macky Sall declarou três dias de luto nacional e deverá visitar o local no sábado. 

Em frente ao hospital Mame Abdou Aziz Sy Dabakh, uma das mães disse à AFP que procurava o filho Mohamed, que tinha sido hospitalizado há 10 dias com "dores no corpo". Um responsável do hospital deu-lhe a notícia da morte do bebé. Mohamed, batizado na segunda-feira, era o segundo filho do casal. A mãe ia e vinha de casa para o amamentar e, da última vez, não tinha notado nada de diferente. Estava "tudo normal", disse. 

O que aconteceu? 

As circunstâncias do fogo ainda estão por apurar, mas as autoridades acreditam que tenha começado por volta das 21h (horal local). Foi causado por "um curto-circuito e o fogo espalhou-se muito rapidamente", disse o Presidente da Câmara, Demba Diop. 

"Houve um ruído e uma explosão, que durou no máximo três minutos. Cinco minutos mais tarde, os bombeiros estavam lá. As pessoas usaram os extintores de incêndio" mas os produtos contidos nos aparelhos de ar condicionado aceleraram a propagação, justificou Diop. "Não houve negligência", insistiu, apesar das várias acusações das famílias nas redes sociais.

Acidentes como este não são caso único no Senegal. Quatro recém-nascidos morreram em 2021 num incêndio numa maternidade em Linguère, no norte do país. 

A um de abril deste ano, Astou Sokhna, uma mulher na casa dos trinta anos, grávida de nove meses, morreu no hospital público de Louga depois de, segundo os familiares, ter esperado em vão por uma cesariana durante cerca de vinte horas. 

"Espero que desta vez as sanções atinjam o topo de um sistema globalmente falhado", escreveu, no Twitter, o antigo primeiro-ministro Abdoul Mbaye.




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