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Breves Luxemburgo Hoje às 06:37

Cruz Vermelha procura voluntários para “Ação Inverno”

(SM) - A tradicional “Ação de inverno” (Wanteraktioun, em luxemburguês) que visa dar abrigo aos inúmeros sem-abrigo do Luxemburgo durante os meses de inverno arranca já no próximo dia 1 de dezembro, estando prevista encerrar a 31 de março de 2020.

A ação anual é levada a cabo por várias ONG, sob a tutela do Ministério da Família e da Integração e visa garantir que nenhum sem domicílio fixo morra na rua por causa do frio.

Para levar a ação a bom porto, a Cruz Vermelha do Luxemburgo lança um apelo a voluntários. Procura pessoas que possam ajudar na distribuição de refeições quentes e na limpeza de talheres. Cabe também aos voluntários criarem um ambiente familiar para que os sem-abrigo se sintam mais incluídos na sociedade e menos sós.

As instalações da Caritas, junto ao aeroporto de Findel, podem acolher até 150 pessoas, que ali poderão dormir, tomar banho e jantar. As portas vão estar abertas entre as 19:00 e as 23:00, sendo proibida a entrada de animais de estimação ou bebidas alcoólicas.

 As pessoas interessadas nesta ação de voluntariado devem entrar em contacto com o serviço de coordenação da Cruz Vermelha, através do número de telefone 27 55.

Breves Sociedade 21.11.2019

OGBL organiza conferência sobre proteção social em Cabo Verde

A Organização Não Governamental "OGBL Solidarité Syndicale" organiza hoje uma conferência aberta ao público sobre a proteção social em Cabo Verde.

O encontro está marcado para as 18h, na sede da comuna de Ettelbruk.

A conferência insere-se no quadro do projeto "SENS 2019" da OGBL, financiado pela cooperação luxemburguesa, e tem como principal objetivo "ilustrar a importância do desenvolvimento e da defesa da proteção social, em prol de uma sociedade moderna", refere o sindicato em comunicado.

Entre os oradores presentes, destacam-se o membro do comité executivo da OGBL, Carlos Pereira, e o antigo diretor de Inspeção Geral da Segurança Social, Raymond Wagener.

Do lado de Cabo Verde, participam no evento o sociólogo e agente local do projeto "centro de formação sindical" da OGBL, Nardi Sousa, e a coordenadora nacional para a proteção social do arquipélago, junto da Organização Mundial do Trabalho, Joana Borges Henriques.

HB

Breves Mundo 20.11.2019

Crianças são quase metade dos deslocados internos no mundo

 Os números foram avançados pelo Centro de Controlo de Deslocamentos Internos (IDMC, na sigla em inglês), no mesmo dia em que a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989) assinala 30 anos da sua adoção pelas Nações Unidas.

Entre os cerca de 17 milhões de menores deslocados internos no mundo, forçados a fugir das respetivas casas por causa de guerras ou outras crises mas que ainda permanecem nos respetivos países, cinco milhões têm menos de 5 anos de idade, segundo os mesmos dados desta organização com sede em Genebra.

Metade do total das crianças deslocadas internas estão na região da África subsaariana, sendo que a Síria é o país mais afetado por esta questão, com 2,2 milhões de menores deslocados internamente.

República Democrática do Congo, Colômbia, Somália, Afeganistão, Nigéria, Iémen e Etiópia são os outros países que ultrapassam a fasquia de um milhão de menores deslocados internos, indicaram os mesmos dados.

Perante tais números, "qualquer tentativa de abordar e prevenir o deslocamento interno deveria concentrar-se nas crianças e, no entanto, muitas vezes são invisíveis na altura de recolher dados e no debate político sobre este problema", afirmou a diretora do IDMC, Alexandra Bilak.

A organização destacou que os deslocamentos internos afetam a segurança, a saúde e a educação das crianças envolvidas, lembrando um estudo recente conduzido em campos de refugiados na Etiópia, onde os professores revelaram que os alunos apresentavam traumas psicológicos, atitudes agressivas e sinais de stress.

O IDMC mencionou ainda que os menores deslocados internos "correm um risco particularmente alto de sofrerem abusos, de serem esquecidos, de contraírem doenças e de caírem na pobreza".

Como tal, apelou Alexandra Bilak, estas crianças "precisam de um apoio especial por parte dos Governos".

Breves Portugal 20.11.2019

Porto é o concelho com mais casos de infeção VIH/Sida

O relatório foi elaborado por um Grupo de Trabalho constituído pelos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da cidade do Porto, pelos Centros de Respostas Integradas (CRI) e pelo Departamento de Saúde Pública (PRVIH/Sida) da ARS Norte, tendo-se centrado na elaboração de um diagnóstico da situação atual.

Segundo a ARS Norte, o estudo pretendeu atualizar a caracterização do fenómeno das dependências e identificar as respostas necessárias, "de forma a sustentar a necessidade de uma nova estratégia para a cidade do Porto, na área da redução de riscos e da minimização de danos".

Ainda de acordo com aquela entidade, o Relatório Técnico "Proposta de Intervenção no Âmbito da Redução de Riscos e Minimização de Danos para a Cidade do Porto", aponta para a existência de cerca de 600 consumidores a céu aberto na cidade, registando-se uma grande incidência de infeção por VIH/Sida.

"O concelho do Porto é o concelho da região Norte com maior incidência da infeção VIH (cerca de 25 novos casos por cada 100.000 habitantes, por ser a malha mais urbana com uma tendencial maior prevalência deste fenómeno", aponta a ARS Norte, em resposta à Lusa.

Com base neste estudo foi elaborada uma proposta de intervenção que inclui "a implementação faseada de um programa de Consumo Vigiado".

Esta proposta, que está a ser "negociada" com os parceiros da ARS Norte nesta matéria, tem como objetivo reduzir o número de consumos na via pública, bem como a reversão de overdoses e o acesso a cuidados de saúde para os utilizadores.

 Lusa