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Web Summit/Lisboa: Foi "um sucesso espetacular" e é "oportunidade única" para Portugal
O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa no último dia da 'Web Summit' em Lisboa

Web Summit/Lisboa: Foi "um sucesso espetacular" e é "oportunidade única" para Portugal

Foto: LUSA
O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa no último dia da 'Web Summit' em Lisboa
Portugal 3 min. 10.11.2016

Web Summit/Lisboa: Foi "um sucesso espetacular" e é "oportunidade única" para Portugal

O Presidente da República considerou hoje que a primeira edição da Web Summit em Lisboa foi "um sucesso espetacular" e que esta conferência "é uma oportunidade única para pôr o mundo cá e colocar Portugal no mundo".

O Presidente da República considerou hoje que a primeira edição da Web Summit em Lisboa foi "um sucesso espetacular" e que esta conferência "é uma oportunidade única para pôr o mundo cá e colocar Portugal no mundo".

Marcelo Rebelo de Sousa visitou hoje a Web Summit durante cerca de uma hora, acompanhado por Daire Hickey, co-fundador desta conferência tecnológica, pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e pelo secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos.

O chefe de Estado começou por fazer um curto discurso em inglês num pequeno palco de um evento paralelo que reúne líderes políticas e de grandes empresas. Depois, em passo acelerado, rodeado por dezenas de jornalistas, membros do seu gabinete, seguranças e curiosos que o quiseram acompanhar, percorreu o espaço onde se encontram as 'startups', onde conversou com vários jovens empresários portugueses.

A passagem desta comitiva num ambiente já cheio de gente gerou atropelos e confusão. "Quem é que era este?", perguntavam alguns estrangeiros, surpreendidos, enquanto outros aproveitavam para filmar ou tirar 'selfies' com o chefe de Estado português.

No final da visita, os jornalistas pediram-lhe um balanço desta edição da Web Summit, que termina hoje. "Um sucesso espetacular. Estava aqui a felicitar [Daire Hickey], porque em pouco tempo puseram de pé uma realidade para milhares e milhares de pessoas. Para o ano, 80 mil", respondeu o Presidente da República.

"É uma loucura de 'startups', muitas delas portuguesas, cheias de futuro, ou cheias de passado, já. E por outro lado, gente que vem de todo o mundo. Acabou de me vir falar uma pessoa do Cazaquistão. Vêm de pontos os pontos do mundo, são bem recebidos em Portugal e até o tempo está bom", acrescentou.

O Presidente da República defendeu que esta "é uma oportunidade única para pôr o mundo cá e colocar Portugal no mundo".

E considerou que envolve "muitos afetos", argumentando que não há nada como a tecnologia para aproximar as pessoas".

"Obrigado, anterior ministro. Obrigado, ministro"

Antes, no seu discurso em inglês, Marcelo Rebelo de Sousa deixou "três palavras em menos de três minutos", começando por agradecer a realização da Web Summit em Portugal.

Na presença também do ex-responsável pela pasta da Economia, António Pires de Lima, declarou: "Obrigado, anterior ministro. Obrigado, ministro".

Em segundo lugar, expressou alegria por se poder mostrar que "os portugueses têm a inovação do seu ADN" e desejam "estar na vanguarda da revolução tecnológica". O Presidente da República comparou o avanço tecnológico a "um ‘tsunami’ civilizado" que "não vai parar".

Contudo, observou: "Não podemos esquecer que a tecnologia é apenas um instrumento para os valores que muitos, muitos milhões de pessoas em todo o mundo são deixados para trás nesta revolução imparável, o que não é bom".

Nesta intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa falou dos descobrimentos marítimos, que fizeram "o mundo mais pequeno e ligado", e afirmou: "Portugal tem sido a nossa casa, mas o mundo tem sido o nosso território".

"Estamos preparados para explorar as novas paisagens tecnológicas com vocês, dando forma ao futuro com a nossa imaginação e o nosso sonho coletivo", concluiu, despedindo-se: "Vemo-nos novamente para o ano".

A Web Summit de Lisboa, que arrancou na segunda-feira e chega hoje ao fim, conta com mais de 53.000 participantes, de 166 países, incluindo 15.000 empresas, 7.000 presidentes executivos e 700 investidores.

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