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Voos de Lisboa caem 50% num ano
Portugal 3 min. 17.08.2020 Do nosso arquivo online

Voos de Lisboa caem 50% num ano

Voos de Lisboa caem 50% num ano

Foto: Pixabay
Portugal 3 min. 17.08.2020 Do nosso arquivo online

Voos de Lisboa caem 50% num ano

Apesar da retoma, o Aeroporto Humberto Delgado continuam a registar metade dos voos em comparação com o mesmo período do ano passado.

No mês de agosto, o aeroporto da capital portuguesa viu descolar metade dos aviões em comparação ao mesmo mês em 2019. Citada pelo Jornal de Negócios, fonte da ANA acredita que “o regresso gradual do tráfego continuará com a retoma da operação de várias companhias aéreas” e reconhece que, apesar do tráfego aéreo continuar a ser prejudicado pela pandemia há cada vez menos aviões estacionados na pista. 

A TAP, por exemplo, tem 500 voos semanais programados e continua “a repor progressivamente a sua operação, tendo programado para agosto um aumento significativo de voos, num total de 65 rotas, estimando que, em setembro, a sua operação chegue aos 40% da oferta que teria em circunstâncias normais”. 

Depois das companhias low-cost e de grande parte das companhia europeias terem retomado as ligações, também a Qatar Airlines, a Emirates ou a Turkish Airlines já voltaram a ativar as suas operações no Aeroporto Humberto Delgado. 

Assim, em comparação a março a pista tem agora 58 aviões estacionados em vez dos 80 que tinha em plena pandemia. 

Tendência Transversal

De resto, em junho, todos os aeroportos portugueses registaram um movimento “inexpressivo” de 318,2 mil passageiros em junho, o que representa uma quebra de 94,6%, em comparação com igual período de 2019, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o relatório Atividade dos Transportes Junho 2020 – Estatísticas rápidas do transporte aéreo, publicado pelo INE, “no mês de junho de 2020 aterraram nos aeroportos nacionais 3,0 mil aeronaves em voos comerciais o que representa uma variação homóloga de -86,0% (-92,3% em maio e -94,3% em abril)”, registando-se o movimento de 318,2 mil passageiros (embarques, desembarques e trânsitos diretos), o que representa uma variação homóloga negativa de 94,6% (-98,5% em maio e -99,4% em abril).

O movimento de carga e correio nos aeroportos nacionais também registou um decréscimo de 54,1% (-55,5% em maio e -62,6% em abril), totalizando 7,5 mil toneladas.

“É visível o impacto da pandemia de covid-19 e das medidas adotadas ao nível do espaço aéreo a partir do início da segunda quinzena do mês de março, e a lenta recuperação, registando-se, durante o mês de junho, reduções superiores a 80% no número de aeronaves aterradas e iguais ou superiores a 90% no número de passageiros desembarcados”, refere o INE.

Numa análise aos primeiros seis meses do ano, o INE concluiu que aterraram nos aeroportos nacionais 46,1 mil aeronaves em voos comerciais (-57,7% face ao período homólogo) e foram movimentados 9,9 milhões de passageiros (-64,5%).

O aeroporto de Lisboa movimentou 57,1% do total de passageiros (5,7 milhões) e registou um decréscimo de 61,3%.

Considerando os três aeroportos com maior tráfego de passageiros, o do Faro foi o que evidenciou maior decréscimo do número de passageiros movimentados entre janeiro e junho de 2020 (-79,9%).

Quanto aos países de origem e destino dos voos, no primeiro semestre de 2020, França ocupou o primeiro lugar, seguida do Reino Unido.

No entanto, o segundo principal país de origem e de destino evidenciou a maior redução do número de passageiros desembarcados e embarcados (-72,2% e -69,8%, respetivamente).

Considerando ainda o primeiro semestre do ano, registou-se uma diminuição de 28,0% do movimento de carga e correio nos aeroportos nacionais, que atingiu 71,1 mil toneladas.

O movimento de mercadorias no aeroporto de Lisboa representou 66,6% do total, atingindo 47,4 mil toneladas, uma diminuição de 34,2% face ao período homólogo.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

Os efeitos da pandemia já se refletiram na economia portuguesa no segundo trimestre, com o produto Interno Bruto (PIB) a cair 16,5% face ao mesmo período de 2019, segundo dados do INE.

com Lusa 

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