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Vigilantes dos aeroportos em greve parcial em Lisboa, Porto e Madeira
Portugal 01.04.2017 Do nosso arquivo online
Entre 13 e 17 de abril

Vigilantes dos aeroportos em greve parcial em Lisboa, Porto e Madeira

A paralisação será de duas horas diárias, no inicio dos turnos
Entre 13 e 17 de abril

Vigilantes dos aeroportos em greve parcial em Lisboa, Porto e Madeira

A paralisação será de duas horas diárias, no inicio dos turnos
Foto: Antonio De Lorenzo/Creative Commons
Portugal 01.04.2017 Do nosso arquivo online
Entre 13 e 17 de abril

Vigilantes dos aeroportos em greve parcial em Lisboa, Porto e Madeira

Os vigilantes e seguranças privados que trabalham nos aeroportos portugueses vão cumprir uma greve parcial entre os dias 13 e 17 de abril, nas infraestruturas do Porto, Lisboa, Funchal e Porto Santo, contra o congelamento salarial, negado pelas empresas.

Os vigilantes e seguranças privados que trabalham nos aeroportos portugueses vão cumprir uma greve parcial entre os dias 13 e 17 de abril, nas infraestruturas do Porto, Lisboa, Funchal e Porto Santo, contra o congelamento salarial, negado pelas empresas.

De acordo com um comunicado do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação Civil (SITAVA), a paralisação será de duas horas diárias, no inicio dos turnos, e no dia 13, entre as 12:00 e as 13:30, estão marcadas concentrações nos quatro aeroportos.

Estes trabalhadores, designados por assistentes de portos e aeroportos (APA), são funcionários da Securitas e da Prossegur, com quem o SITAVA tem tentado negociar um contrato coletivo de trabalho com melhores salários e melhores condições de trabalho.

O sindicato acusa as empresas de vigilância e segurança privada de não aceitarem rever os salários, congelados desde 2011, e de desregular os horários de trabalho.

Estes trabalhadores fizeram várias greves em 2016 pelo mesmo motivo.

A Associação de Empresas de Segurança (AES) contestou as acusações e garantiu que mais de metade dos vigilantes aeroportuários tiveram aumentos salariais em agosto de 2014.

Numa declaração escrita da AES, para integrar uma ata de uma reunião negocial, a associação considerou que a proposta inicial do SITAVA acabaria com o negócio da vigilância aeroportuária, deixando desempregados muitos dos trabalhadores.

Segundo a AES, a proposta do sindicado, com aumentos salariais de 2,2%, subsídios de turno e de transporte, alargamento do horário noturno e restrições ao tempo de trabalho, teria um impacto imediato de 25,9%.

Se fossem aplicadas as progressões nas carreiras, reivindicadas pelo sindicato, o impacto total a dois anos seria de 36,4%.

O dirigente do SITAVA Paulo Alexandre disse à agência Lusa que a desregulamentação tem vindo a aumentar neste setor, nomeadamente com "horários de trabalho abusivos, que podem levar a falhas na segurança dos aeroportos".

Segundo o sindicato, trabalham nesta área mais de 1.000 APA.

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