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Vieira da Silva contraria estudo que defende reforma aos 69 anos
Portugal 12.04.2019

Vieira da Silva contraria estudo que defende reforma aos 69 anos

Vieira da Silva contraria estudo que defende reforma aos 69 anos

Foto: Lusa
Portugal 12.04.2019

Vieira da Silva contraria estudo que defende reforma aos 69 anos

Ministro do Trabalho e da Segurança Social considera "uma ideia ingénua e precipitada" o estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos com este argumento para a sustentabilidade das pensões.

"Uma ideia ingénua e precipitada" foi como Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Segurança Social, classifica o estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, segundo o qual a reforma aos 69 anos seria o modo de garantir a sustentabilidade das pensões. As considerações do ministro foram feitas durante o programa Fórum TSF, afirmando Vieira da Silva que o estudo visa "abrir o mercado ao privado", tendo por base programas como "o plafonamento e a capitalização individual".

"De que vale ter um aumento da idade da reforma em três anos se a maior parte das pessoas com essa idade estão no desemprego? Muitos estariam a receber o subsídio de desemprego. Não estariam a contribuir, não estariam a aumentar as receitas do sistema, estariam a degradar a sua situação pessoal", explicou Vieira da Silva. "Não é possível resolver a sustentabilidade financeira ou social do sistema de pensões se a economia estiver a andar para trás. Se não houver emprego e salários, as contribuições baixam. E se baixarem as contribuições, os défices aparecem", disse.

Sem conhecimento de "alguma experiência histórica de mudança radical da idade da reforma", o titular das pastas do Trabalho e da Segurança Social concluiu que o prazo deve ser adequado de modo progressivo, lembrando que, "em média, a idade da reforma tem aumentado um mês por ano".


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