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Vento reactivou incêndios e obrigou à retirada de pessoas no continente
Portugal 2 min. 10.08.2016 Do nosso arquivo online
Incêndios

Vento reactivou incêndios e obrigou à retirada de pessoas no continente

Um incêndio lavra numa encosta perto da aldeia de Regufe em Arouca
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Vento reactivou incêndios e obrigou à retirada de pessoas no continente

Um incêndio lavra numa encosta perto da aldeia de Regufe em Arouca
Foto: Lusa
Portugal 2 min. 10.08.2016 Do nosso arquivo online
Incêndios

Vento reactivou incêndios e obrigou à retirada de pessoas no continente

O vento forte que se fez sentir durante a noite e que vai manter-se ao longo do dia levou a reacendimentos nos incêndios de Águeda, Arouca e Vila Nova de Cerveira, onde foram retiradas pessoas de aldeias.

Em declarações à agência Lusa, o adjunto de operações da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Carlos Guerra, adiantou que os distritos de Aveiro, Viana, Braga e Porto são hoje de manhã os distritos que mais preocupam os bombeiros, em Portugal continental, com incêndios de grandes dimensões como os de Águeda, Arouca e Vila Nova de Cerveira, que sofreram alguns reacendimentos devido ao vento.

“Durante a noite, tal como prevíamos o vento estava muito forte, o que tornou muito difícil as acções de consolidação e rescaldo em alguns incêndios tendo mesmo reactivado muitos deles. (…) Os fogos em Águeda e Arouca por exemplo reactivaram com alguma intensidade”, disse.

De acordo com Carlos Guerra, os incêndios de Arouca e Águeda, nos distritos de Aveiro, bem como o de Vila Nova de Cerveira, em Viana do Castelo, estão incontroláveis e obrigaram à retirada durante a noite de pessoas de várias aldeias.

“Os operacionais tiveram mesmo de deixar de combater os incêndios em florestas para ajudar na defesa de habitações. Foi o que aconteceu em Viana do Castelo, Arouca e Águeda, mas também tivemos situações mais complicadas em Arcos de Valdevez e Vila Nova de Cerveira”, contou.

Segundo o adjunto operacional da ANPC, a estratégia adoptada pelos comandantes no terreno passa por defender primeiro as aldeias, as pessoas, as habitações.

“Houve algumas habitações nas aldeias periféricas onde tivemos de retirar pessoas das casas, mas não ardeu nenhuma habitação. O pior evitou-se”, sublinhou.

No que diz respeito a vítimas, Carlos Guerra adiantou que algumas pessoas foram hospitalizadas, mas devido a intoxicações e por exaustão sem gravidade.

Um Kamov prepara o abastecimento de água no complexo da Praia das Rocas que foi evacuada devido a um incêndio em Castanheira de Pêra
Um Kamov prepara o abastecimento de água no complexo da Praia das Rocas que foi evacuada devido a um incêndio em Castanheira de Pêra
Foto: Lusa

O adjunto operacional disse que o dia de hoje deverá ser difícil devido ao vento forte de leste.

“Ontem [terça-feira] contámos com a ajuda de um helicóptero espanhol e reforçamos o pedido de ajuda para hoje. Estamos à espera que Espanha nos diga hoje de manhã se pode enviar aviões. Espanha disse-nos que podia disponibilizar apenas meios aéreos porque também está a braços com incêndios florestais”, disse.

ÀS 9h, os maiores incêndios activos eram os de Arouca que está a ser combatido por 213 operacionais, com o apoio de 49 veículos, e o de Águeda que mobilizava 314 bombeiros, com o auxílio de 90 meios terrestres.

Em Viana do Castelo, segundo a ANPC, o maior é em Covas, no concelho de Vila Nova da Cerveira, onde 184 operacionais e 61 meios terrestres combatem o fogo que começou na tarde de domingo e tem ainda duas frentes activas.

Carlos Guerra disse ainda à Lusa que além destes, existem ainda mais nove incêndios que preocupam nos distritos da Guarda, Braga, Porto, Aveiro, Viseu e Viana do Castelo.

A Protecção Civil destaca na página como “ocorrências importantes” os fogos com duração superior a três horas e com mais de 15 meios de protecção e socorro envolvidos, mas apenas contempla os incidentes do continente, já que as regiões autónomas têm serviços próprios nesta área.

Na Madeira, as chamas obrigaram mais de mil pessoas a abandonar as suas casas e os hotéis onde estavam alojadas, na sequência do fogo que na terça-feira atingiu a zona baixa da cidade do Funchal.

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