Escolha as suas informações

Uma desgraça nunca vem só…!
Opinião Portugal 2 min. 15.07.2020

Uma desgraça nunca vem só…!

Uma desgraça nunca vem só…!

Foto: Mathieu Marquer/CC BY-SA 2.0/Wikipedia
Opinião Portugal 2 min. 15.07.2020

Uma desgraça nunca vem só…!

Sérgio FERREIRA BORGES
Sérgio FERREIRA BORGES
Tudo começou com uma epidemia que a Organização Mundial de Saúde teve dificuldade em promover a pandemia. A primeira consequência desta crise sanitária foi a suspensão de grande parte da atividade económica.

Assim, se juntou uma crise económica a uma crise sanitária, dando razão ao provérbio popular que nos ensinou que "uma desgraça nunca vem só". Tudo isto constitui um enorme problema, para o qual não parece existir solução à vista.

De um lado, puxam os defensores da saúde pública, que preferem um Povo livre de um vírus, não se importando que, para isso, a economia tenha de entrar em falência total. Do lado contrário estão os outros, os que dizem que não morremos da doença, mas que vamos sucumbir à cura.

No meio de tudo isto, estão os decisores políticos, escutando argumentos de um lado e de outro, sem a mais pequena ideia do que fazer, para salvar as sociedades desta tragédia.

As empresas vivem descapitalizadas e todo o investimento é feito com base em empréstimos, logo, com dívida.

Olhemos para o caso português, que não é muito diferente de outros que vemos pelo mundo inteiro. O Governo promete ajuda a todas as vítimas económicas do coronavírus, aos que perdem o emprego, aos empresários que perdem as empresas, e ainda garante que o Serviço Nacional de Saúde será reforçado, com meios humanos e equipamentos, para melhor enfrentar a segunda vaga da pandemia que se espera, para o próximo outono.

E aqueles que ainda se preocupam com estas coisas fazem contas e muitas perguntas, para adivinharem de onde virá tanto dinheiro, para tanta despesa prometida. Virá da Europa. Pelo menos, estão prometidos 540 mil milhões de euros, para distribuir, de acordo com critérios que ainda não estão completamente definidos. Mas esse dinheiro vai chegar tarde demais. Provavelmente, só em 2021.

Fixemo-nos em Portugal. Bastaram duas semanas de paralisia económica, para as empresas desatarem em prantos, com ameaças de encerramento e de despedimentos. Nalguns casos, o carpido era verdadeiro e vinha evidenciar mais um dos defeitos estruturais da economia portuguesa: as empresas vivem descapitalizadas e todo o investimento é feito com base em empréstimos, logo, com dívida.

Pode dizer-se que o Estado também recorre ao crédito, sempre que quer investir, ou gastar para além do recomendável. É uma verdade que também contribui para a aflição que nos vai reduzindo a capacidade de respirar. Para ajudar a sair deste sufoco, o governo foi buscar um super-homem, António Costa e Silva, que já elaborou um programa de salvação. Aposta nas obras públicas, como motor da economia. É a chamada solução alemã. Mas ainda haverá mais auto-estradas para construir? Só se for por cima, das que já existem.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.