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Três mortes em 26 dias por picadas de vespas e abelhas
Portugal 3 min. 17.09.2019

Três mortes em 26 dias por picadas de vespas e abelhas

Três mortes em 26 dias por picadas de vespas e abelhas

Portugal 3 min. 17.09.2019

Três mortes em 26 dias por picadas de vespas e abelhas

Vítimas mortais aconteceram a norte de Portugal. País regista aumento de vespas asiáticas.

Em menos de um mês, três pessoas em Portugal, morreram vítimas de picadas de vespas ou abelhas. Uma das mortes foi causada por uma vespa asiática. Outra também poderá ter sido, mas não se pode confirmar. 

Esta espécie decidiu marcar bem a sua presença este verão em Portugal, aumentando o risco de picadas que podem ser fatais, em caso de forte ataque ou de alergia. O mesmo se passa com todas as espécies de vespas e abelhas.

Lisboa encerra parques

Ainda esta manhã, parte do Parque da Pena em Sintra foi fechado ao público porque foi encontrado um ninho de vespa-asiática.

Estes insetos quando sentem o seu ninho ameaçado, mesmo que seja a uma distância de cinco metros, podem se tornar ainda mais perigosas e perseguir a pessoa ou grupo durante 500 metros.

 Por isso, a proteção civil decidiu encerrar o local para “proceder à eliminação do ninho de vespa-asiática”, prevendo-se que amanhã já possa ser reaberto, indica fonte desta organização citada pelo Público.

Neste verão, também em Lisboa já foram encerrados por um dia os jardins da Quinta das Conchas e da Quinta dos Lilases por idênticas razões.

Para que se diminuam os riscos dos visitantes serem picados pela vespa asiática. Quem for alérgico a estes insetos, bem como todas as espécies de vespas e abelhas, pode morrer por causa de uma picada.

Três mortes por picadas

Em 26 dias, houve três mortes causadas por picadas de vespas e abelhas, noticia o Jornal de Notícias.  E todas a norte de Portugal,

A última noticiada aconteceu no passado domingo, quando Bruno Silva, de 32 anos, foi atacado por uma vespa europeia e comum em Portugal, segundo o JN. O homem que era alérgico faleceu por asfixia, em menos de 10 minutos.

As outras duas vítimas faleceram em agosto. José Piedade, de 50 anos, estava sozinho a trabalhar na sua vinha em Cadima, Cantanhede quando foi atacado e picado até à morte por um enxame de vespas asiática e abelhas. De acordo com os serviços de saúde não se conseguiu perceber se faleceu devido às picadas das vespas ou das abelhas.

Dois dias depois, Acácio Vela, de 79 anos estava no exterior de sua casa, em Oliveira do Bairro e foi picado também picado por uma vespa asiática. Não resistiu e faleceu.

De acordo com o JN, no primeiro semestre de 2018 (os dados mais atuais) morreram quatro pessoas picadas por vespas ou abelhas. Em 2017, ocorreram três mortes.

Mais ninhos no Luxemburgo

Em agosto, o diretor de uma empresa de erradicação de ninhos de insetos como vespas e abelhas declarou ao Journal que a presença dos ninhos de vespas, no Luxemburgo, "aumentara 20% em relação a 2018". E o ano passado já tinha sido um ano recorde em matéria de eliminação destes ninhos, contou  Eddy Boland. No início do mês passado, 40% dos serviços daquela empresa eram retirar ninhos de vespas, no Luxemburgo.

Porém, não há notícias de que estes insetos terão feito vítimas mortais no Grão-Ducado. Nem as abelhas. 

Os conselhos

Este ano, com o número superior de vespas asiáticas em Portugal, a possibilidade de ataques e picadelas aumenta, bem como os riscos para a saúde. Por dia cada vespa pode gerar 70 novos insetos.

Os especialistas, citados pelo JN e Público, informam que as vespas asiáticas se tornam mais agressivas quando sentem os seus ninhos ameaçados atacando em grupo. Por isso, aconselham a evitar qualquer aproximação aos ninhos.

Outro conselho é o de consultar um médico e fazer o teste para saber se é alérgico à picada destes insetos. Se não for não corre nenhum risco. Se for, existem tratamentos. 


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