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Tráfico de diamantes. Ministro da Defesa e chefes militares ouvidos sexta-feira no Parlamento
Portugal 16.11.2021
'Operação Miríade'

Tráfico de diamantes. Ministro da Defesa e chefes militares ouvidos sexta-feira no Parlamento

PSD pediu uma audição “muito urgente” de João Gomes Cravinho para “prestar os devidos esclarecimentos sobre as falhas de comunicação entre as referidas entidades que integram os órgãos de política de Defesa Nacional”.
'Operação Miríade'

Tráfico de diamantes. Ministro da Defesa e chefes militares ouvidos sexta-feira no Parlamento

PSD pediu uma audição “muito urgente” de João Gomes Cravinho para “prestar os devidos esclarecimentos sobre as falhas de comunicação entre as referidas entidades que integram os órgãos de política de Defesa Nacional”.
Foto: AFP
Portugal 16.11.2021
'Operação Miríade'

Tráfico de diamantes. Ministro da Defesa e chefes militares ouvidos sexta-feira no Parlamento

Lusa
Lusa
Audição decorrerá à porta aberta por ser um "assunto de grande interesse público".

O ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e o chefe do Estado-Maior do Exército vão ser ouvidos sexta-feira no parlamento, sobre as suspeitas de tráfico de diamantes envolvendo militares.

Os requerimentos apresentados por PSD e BE foram esta terça-feira aprovados na comissão de Defesa Nacional, com votos favoráveis de todos os partidos com representação nesta comissão: PS, PSD, BE, PCP e CDS-PP, e a audição, à porta aberta, está prevista para a próxima sexta-feira às 14:30.

O presidente da Comissão de Defesa Nacional, Marcos Prestrello, anunciou que a audição decorrerá à porta aberta por ser um "assunto de grande interesse público".


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PSD pediu audição "muito urgente” de João Gomes Cravinho 

O pedido social-democrata pede uma audição “muito urgente” de João Gomes Cravinho para “prestar os devidos esclarecimentos sobre as falhas de comunicação entre as referidas entidades que integram os órgãos de política de Defesa Nacional”.

No que se refere ao requerimento bloquista, pede-se uma “audição urgente” do Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) e do ministro da Defesa “relativamente às suspeitas da existência de uma rede criminosa de militares portugueses destacados na República Centro-Africana ao serviço da Organização das Nações Unidas (ONU)”.


A investigação sobre o tráfico de diamantes e outros crimes ligados aos Comandos identifica Paulo Nazaré como o líder da rede. Ex-militar prestou serviço como soldado na República Centro-Africana.
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A investigação indica que Paulo Nazaré, quando voltou à vida civil, em 2018, optou por criar e liderar uma rede criminosa, não tendo desde então desenvolvido qualquer atividade profissional lícita. Ex-militar prestou serviço como soldado na República Centro-Africana.

A Polícia Judiciária (PJ) confirmou em 08 de novembro a execução de 100 mandados de busca e 10 detenções, incluindo de militares e ex-militares, no âmbito da Operação Miríade, na sequência de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

Em causa está a investigação a uma rede criminosa com ligações internacionais e que “se dedica a obter proveitos ilícitos através de contrabando de diamantes e ouro, tráfico de estupefacientes, contrafação e passagem de moeda falsa, acessos ilegítimos e burlas informáticas”.


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O ministro da Defesa garantiu que os militares em questão já não se encontravam em missão na República Centro-Africana.

Em comunicado, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) revelou que alguns militares e portugueses em missões na República Centro-Africana podem ter sido utilizados como "correios” no tráfego de diamantes, adiantando que o caso foi reportado em dezembro de 2019.

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