A transportadora aérea easyJet informou hoje que os custos devido
à suspensão da operação em Gatwick, um dos aeroportos que serve
Londres, devido à presença de drones, chegou quase aos 17 milhões
de euros (15 milhões de libras).
Em comunicado enviado à Bolsa de Londres, a companhia precisou
ter destinado 11 milhões de euros em indemnizações para os
passageiros e que perdeu 5,6 milhões de euros em bilhetes, no
incidente registado em dezembro.
A easyJet precisou que o incidente afetou 82 mil passageiros e
provocou o cancelamento de mais de 400 voos.
Na divulgação as contas do último trimestre de 2018, a
companhia aérea indicou ter transportado 21,6 milhões de
passageiros, uma subida de 15,1%, na comparação homóloga, e que a
faturação subiu 13,7% para 1.468 milhões de euros.
Sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (‘Brexit’), a
companhia garantiu estar bem preparada para responder ao processo e
que dispõe de 130 aviões registados na Áustria.
A companhia indicou que quer a União Europeia, quer o Reino Unido
comprometeram-se a assegurar que os voos continuam a operar, a partir
de 29 de março, mesmo se não houver um acordo.
A pista única do aeroporto de Gatwick, o segundo mais importante
do Reino Unido, esteve encerrada durante 36 horas entre 19 e 20 de
dezembro, depois de registada a presença de drones.
O aeroporto tinha referido que mil voos de todas as companhias
foram afetados pelo incidente, cujas consequências se fizeram sentir
por três dias e atingiram 140 mil viajantes.
Lusa