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Tancos. António Costa é testemunha de Azeredo Lopes
Portugal 27.11.2019

Tancos. António Costa é testemunha de Azeredo Lopes

Tancos. António Costa é testemunha de Azeredo Lopes

Foto: Lusa
Portugal 27.11.2019

Tancos. António Costa é testemunha de Azeredo Lopes

O primeiro-ministro faz parte da lista de nove testemunhas que foram chamadas pela defesa do antigo ministro.

O primeiro-ministro, António Costa, foi chamado como testemunha de defesa do antigo ministro Azeredo Lopes no processo do roubo das armas em Tancos. 

É o primeiro da lista das nove testemunhas do antigo ministro da Defesa, indiciado por quatro crimes, depois do diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) não ter considerado fundamental interrogar António Costa na fase de inquérito.

A notícia foi avançada pelo jornal online Observador. Além do líder do governo, constam ainda da lista o tenente-general António Martins Pereira, seu ex-chefe de gabinete, o chefe de Estado Maior general das Forças Armadas atual, Almirante Silva Ribeiro, e o anterior, general António Pina Monteiro.

O ex-ministro, recorde-se, foi constituído arguido no processo que investiga o furto e a operação da Polícia Judiciária Militar de recuperação do material furtado, realizada sem o conhecimento da Polícia Judiciária, que era titular do processo. Está acusado de denegação de justiça, prevaricação, abuso de poder e favorecimento.

Em comunicado enviado à Lusa, Azeredo Lopes considerou, na altura, que a condição de arguido, apesar de garantir mais direitos processuais, era "absolutamente inexplicável", tendo em conta que o seu envolvimento no processo "foi apenas de tutela política".

Entretanto, o antigo ministro da Defesa, à semelhança do antigo diretor da PJ Militar Luis Vieira, entregou o Requerimento de Abertura de Instrução (RAI), uma fase facultativa do processo, dirigida por um juiz, e que serve para os arguidos contestarem a acusação e assim tentarem evitar ir a julgamento. 

No âmbito deste processo há 23 arguidos, que foram acusados de planear e executar o furto do material militar dos paióis nacionais e os restantes 14, entre eles Azeredo Lopes, da encenação que esteve na base da recuperação do equipamento.

Logo na abertura do processo, a Procuradoria-Geral da República fez saber que "chegou a ser equacionada a pertinência da inquirição como testemunhas" do primeiro-ministro, António Costa, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. 



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