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Sindicato diz que TAP deve aos tripulantes mais de 12 ME
Portugal 2 min. 24.11.2022
Greve

Sindicato diz que TAP deve aos tripulantes mais de 12 ME

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Sindicato diz que TAP deve aos tripulantes mais de 12 ME

Foto: Lusa
Portugal 2 min. 24.11.2022
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Sindicato diz que TAP deve aos tripulantes mais de 12 ME

Lusa
Lusa
O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), que marcou greve para 8 e 9 de dezembro, disse esta quinta-feira que a TAP deve aos tripulantes mais de 12 milhões de euros em incumprimentos.

"A administração alega que os ‘ganhos’ que os tripulantes teriam com esta proposta rondariam os oito milhões de euros É aqui que nasce o grande equívoco. Não estamos a falar de cedências. É algo que pertence aos tripulantes e que a empresa retirou de forma unilateral", começa por referir o SNPVAC, em comunicado enviado aos associados, a que a Lusa teve acesso.


TAP cancela 360 voos nos dias 8 e 9 de dezembro
A companhia aérea adiantou ainda que a greve terá um impacto de cerca de oito milhões de euros de receitas perdidas.

Em causa estão as declarações da presidente executiva da companhia aérea, Christine Ourmières-Widener, na quarta-feira, sobre a decisão de cancelar 360 voos nos dias em que está prevista uma greve de tripulantes de cabine, que vai representar uma perda de receitas de oito milhões de euros, um valor que seria equivalente ao que os tripulantes ganhariam com a proposta de acordo de empresa que a TAP colocou em cima da mesa das negociações.

SNPVAC acusa empresa de "tentativa de pressão"

"Na realidade não são oito milhões de euros, mas sim constantes incumprimentos que ascendem a mais de 12 milhões de euros e que a empresa deve aos tripulantes", aponta o sindicato.

O SNPVAC considera que as declarações da responsável constituem "um dos maiores ataques à classe", "uma exposição inqualificável e sem precedentes" e uma "tentativa de pressão e apontar de dedo" feita pela empresa "de forma vergonhosa, junto dos restantes trabalhadores do grupo e da opinião pública".

"A direção do SNPVAC não fica indiferente a esta campanha de vitimização e recorda à administração, que quem assumiu o fim das negociações foi a empresa e com ultimatos em cima da mesa", sublinha.

O sindicato esteve reunido com a TAP em 15 e 16 de novembro, no âmbito das negociações do novo acordo de empresa, onde diz ter definido "14 pontos fundamentais" para que pudesse levar à consideração dos associados um possível cancelamento da greve.

Exigências incluem atualização salarial e de ajudas de custo

Entre eles estão a negociação de um novo acordo com base no atual, "substancialmente melhorado", com o qual, segundo o sindicato, a TAP não concorda.


Sindicato diz que venda da TAP a privados não acautela interesse nacional
O Sitava critica ainda a administração da TAP, que diz que “parece que só tem autonomia para escolher a frota automóvel ou os escritórios de luxo para onde pretendem ir”.

Fazem ainda parte das exigências do sindicato o ajuste das ajudas de custo, a atualização salarial, ou a efetivação de 11 tripulantes ultrapassados na senioridade, sendo que "a empresa aceitou efetivar estes tripulantes mediante a obrigatoriedade do SNPVAC apresentar a proposta aos associados até dia 22 de novembro", algo que o sindicato diz ser "impossível de executar estatutariamente".

"Quem decide os 'timings' [prazos] futuros são os tripulantes. Exigimos respeito. Dia 6 [de dezembro] saberemos estar à altura de mais uma assembleia geral e esperamos transmitir uma inequívoca união entre todos nós", rematou o SNPVAC.

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