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Sindicato de médicos denuncia hospital privado que encerrou por coronavírus
Portugal 2 min. 23.03.2020

Sindicato de médicos denuncia hospital privado que encerrou por coronavírus

Sindicato de médicos denuncia hospital privado que encerrou por coronavírus

Portugal 2 min. 23.03.2020

Sindicato de médicos denuncia hospital privado que encerrou por coronavírus

Os casos de profissionais de saúde e utentes infetados no hospital do SAMS dos Olivais, em Lisboa, sucedem-se depois de a administração ter decidido manter todos os médicos em funções sabendo que havia casos positivos.

As queixas já têm várias semanas. No dia 16 de março, o Público dava conta de cinco médicos infetados pelo novo coronavírus no hospital do SAMS, nos Olivais, e o Correio da Manhã referia também vários utentes hospitalizados que teriam dado positivo. 

O Contacto sabe do caso de pelo menos um utente que terá sido infetado pelos profissionais de saúde e que foi transferido para o Hospital de Santa Maria. 

Durante pelo menos uma semana, segundo o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), o SAMS manteve todos os médicos em exercício de funções, mesmo depois de saber que havia cinco infetados e um enfermeiro, noticiou esta segunda-feira o Diário de Notícias. O hospital vai agora encerrar, assim como as clínicas de atendimento principais e periféricas na capital e no Porto também, e todos os funcionários vão ser 'despedidos' por um mês. 

Lay-off "simplificado"

Segundo o sindicato, a direção da unidade decidiu avançar para o lay off simplificado já a partir de terça-feira depois de ter vários funcionários infetados com covid-19. Ao DN, o médico João Proença do SMZS confirmou que são 13 os infetados, um número que pode ser muito superior, pois estão agora a ser detetadas outras cadeias de transmissão.

Para o sindicato, de acordo com o DN, o facto de os médicos terem continuado a exercer funções está a ter estas "consequências drásticas" com aumento exponencial de casos, "condenando veemente a atitude irresponsável da direção do SAMS".

Hospital encerrado

Na semana passada, a própria direção do SAMS informou os seus utentes de que iria encerar alguns serviços, nomeadamente as urgências e que estes teriam de procurar outros serviços. A funcionar ficavam apenas os serviços que tinham doentes internados. Ao todo, eram 26. 

Guida da Ponte, vice-presidente do SMS, disse que foi colocada a pergunta sobre o que iria acontecer aos doentes, mas "não houve resposta" e afirmou ao Contacto que “têm de ser apuradas responsabilidades neste assunto”. De acordo com a médica, “o isolamento profilático devia ter sido cumprido pelos profissionais”.

O Contacto tentou obter uma resposta da administração do SAMS sem sucesso. Segundo o DN, as ligações telefónicas atendidas eram apenas da linha de apoio às consultas a partir de um call center, já que as centros clínicos estão encerrados. Daí, não haver ninguém na direção que possa atender.

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