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Serviços prisionais excluem envolvimento de terceiros na morte de Rendeiro
Portugal 2 min. 14.05.2022
África do Sul

Serviços prisionais excluem envolvimento de terceiros na morte de Rendeiro

O ex-banqueiro João Rendeiro na sala de tribunal em Verulam, Durban, África do Sul.
África do Sul

Serviços prisionais excluem envolvimento de terceiros na morte de Rendeiro

O ex-banqueiro João Rendeiro na sala de tribunal em Verulam, Durban, África do Sul.
Foto: Lusa
Portugal 2 min. 14.05.2022
África do Sul

Serviços prisionais excluem envolvimento de terceiros na morte de Rendeiro

Redação
Redação
Segundo o responsável do Departamento de Serviços Penitenciários, “a investigação está em curso e o relatório da autópsia será dado a conhecer à família”, adiantando não ter ainda informação de quando é que esta será realizada.

Os serviços prisionais sul-africanos confirmaram hoje que não houve envolvimento de outras pessoas na morte do antigo presidente do BPP, João Rendeiro, encontrado sem vida durante a noite de quinta-feira na prisão de Westville, em Durban.

“Ele estava numa cela única quando se enforcou. Foi depois de trancado, portanto ninguém podia estar envolvido ou ter acesso a ele”, explicou à Lusa o porta-voz dos serviços prisionais da África do Sul, Singabakho Nxumalo.

Segundo o responsável do Departamento de Serviços Penitenciários, “a investigação está em curso e o relatório da autópsia será dado a conhecer à família”, adiantando não ter ainda informação de quando é que esta será realizada.

A exclusão de terceiros na morte do ex-banqueiro foi também avançada esta manhã pela CNN Portugal, com base em informações da polícia sul-africana.

Ontem, em declarações à RTP1 e ao SAPO24, a advogada de João Rendeiro na África do Sul afirmou que o ex-banqueiro tinha cometido suicídio na prisão.


João Rendeiro encontrado morto na prisão
Ex-banqueiro português estava detido desde dezembro numa prisão de Durban, na África do Sul.

 June Marks, que ia deixar a defesa de Rendeiro disse a este último órgão estar "em choque" com a morte do ex-banqueiro, esta sexta-feira, e revelou que nunca imaginou que o banqueiro fosse fazer isto. Também à RTP, e com a voz emocionada, a advogada, disse que o ex-banqueiro tinha posto termo à própria vida.

Entretanto, este sábado, agência Lusa noticia que o cônsul-honorário de Portugal em Durban, Elias de Sousa, se deslocou de manhã à morgue de Pinetown, nos subúrbios da cidade, confirmando que ali se encontra o corpo de João Rendeiro.

Com um lacónico "confirmo" durante breves declarações ao jornalistas, Elias de Sousa e a esposa deixaram o local com um semblante agastado e sem prestar mais declarações.

O corpo de João Rendeiro chegou à morgue a meio do dia de sexta-feira, e a autópsia só poderá acontecer a partir de segunda-feira, altura em que são retomados os trabalhos após o fim-de-semana, referiu fonte do serviços forenses sul-africanos.

O corpo foi identificado ainda na sexta-feira pelo cônsul-honorário e hoje procedeu-se ao preenchimento de documentos associados ao caso.


Os cinco meses entre a detenção e a morte de João Rendeiro na África do Sul
João Rendeiro foi condenado em três processos distintos relacionados com o colapso do BPP, tendo o tribunal dado como provado que retirou do banco 13,61 milhões de euros. No dia 28 de setembro do ano passado, anunciou no seu blogue que não iria regressar a Portugal por se sentir injustiçado.

Segundo a mesma fonte, os resultados da autópsia deverão passar depois pela equipa de investigação do caso.

João Rendeiro estava detido na África do Sul desde 11 de dezembro do ano passado, após três meses de fuga para não cumprir pena em Portugal.

O ex-banqueiro foi condenado em três processos distintos relacionados com o colapso do BPP, tendo o tribunal dado como provado que retirou do banco 13,61 milhões de euros. Das três condenações, apenas uma já transitou em julgado e não admite mais recursos, com João Rendeiro a ter de cumprir uma pena de prisão efetiva de cinco anos e oito meses.

João Rendeiro foi ainda condenado a 10 anos de prisão num segundo processo e a mais três anos e seis meses num terceiro processo, sendo que estas duas sentenças ainda não transitaram em julgado.

O colapso do BPP, em 2010, lesou milhares de clientes e causou perdas de centenas de milhões de euros ao Estado.

(Com Lusa)

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