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Serra da Estrela. Um parque natural ainda em chamas
Portugal 15 12.08.2022
Incêndios

Serra da Estrela. Um parque natural ainda em chamas

Serra da Estrela
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Serra da Estrela. Um parque natural ainda em chamas

Serra da Estrela
Foto: AFP
Portugal 15 12.08.2022
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Serra da Estrela. Um parque natural ainda em chamas

AFP
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Já é o maior incêndio deste verão no país e está a devastar o geoparque da Serra da Estrela, mundialmente reconhecido pela Unesco.

Mais de 1.500 bombeiros portugueses tentam apagar ainda esta sexta-feira o incêndio florestal que se arrasta há quase uma semana no centro de Portugal, na zona da Serra Estrela, e que já destruindo cerca de 10.000 hectares de vegetação do seu parque natural. 

"Ainda há uma frente ativa que nos preocupa" na confluência dos municípios da Guarda e Celorico da Beira, disse o comandante da Proteção Civil, Miguel Cruz, numa conferência de imprensa ao meio-dia. "O resto do perímetro é mais estável", ressalvou, acrescentando que o trabalho terrestre dos bombeiros foi apoiado por cerca de 15 helicópteros ou aviões bombardeiros de água, incluindo um canadair espanhol. 

O incêndio é já o maior deste verão em Portugal, devastando o geoparque, mundialmente reconhecido pela Unesco, da Serra da Estrela, que se eleva a cerca de 2.000 metros. 

Depois de ter deflagrado no concelho de Covilhã, o fogo espalhou-se para norte pelos concelhos de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira. As chamas causaram "danos irreparáveis" ao destruírem áreas "únicas" de floresta, lamentou o presidente da associação ambiental Zero, Francisco Ferreira, em declarações à RTP. 


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Esta manhã, 1.607 elementos das forças de socorro e segurança, apoiados por 477 viaturas e 14 meios aéreos, combatiam as chamas.

Com o comando da Proteção Civil sob escrutínio pela sua gestão das operações, o primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta sexta-feira que fosse estudado "o que podia ter acontecido de uma forma diferente, ou não, para evitar que o incêndio ganhasse esta escala". 

O incêndio feriu cerca de 15 bombeiros e causou a evacuação temporária de cerca de 20 pessoas. 

Portugal, que este ano atravessa uma seca excecional, também teve o seu mês de julho mais quente em quase um século. Desde o início do ano, cerca de 78.000 hectares já foram consumidos pelo fogo, o número mais grave desde os incêndios mortais de 2017, que mataram cerca de 100 pessoas, segundo o Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas.

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