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S. João da Madeira chora Irmã Tona assassinada por violador
Portugal 3 min. 10.09.2019

S. João da Madeira chora Irmã Tona assassinada por violador

S. João da Madeira chora Irmã Tona assassinada por violador

Portugal 3 min. 10.09.2019

S. João da Madeira chora Irmã Tona assassinada por violador

O sorriso imenso e a simpatia da freira são recordados por António Gomes Costa indignado com o crime "horrendo".

 A população de S. João da Madeira está em choque com o assassinato e posterior violação de Maria Antónia Pinho, a freira mais popular da terra, de 61 anos, no domingo passado, cometido por um violador em liberdade condicional.

Nessa manhã, Alfredo, de 44 anos, terá oferecido um café à irmã 'Tona' que aceitou e por isso entrou em casa deste cadastrado. Foi então que o homem a estrangulou até à morte e terá tido relações sexuais já com a freira morta, indica o Jornal de Notícias (JN).

Crédito: Jornal 'O Regional'
Crédito: Jornal 'O Regional'

Sobre este criminoso que cumpria uma pena de 16 anos e saiu em liberdade condicional em maio já existia um mandado de detenção. O mandado foi emitido pelo Ministério Público a 3 de setembro, por uma tentativa de violação de uma jovem em Parrinho, mas que só seria executado tarde demais, já depois da irmã 'Tona' ter sido morta.

O sorriso imenso da Irmã

A Irmã 'Tona' como gostava de ser tratada era a freira “mais conhecida” e a “mais popular” de S. João da Madeira. Aos 61 anos, andava sempre de mota pela sua cidade natal cumprimentando todos com um sorriso e distribuindo simpatia.

“A população está em choque. E amanhã, quando for o funeral, a população vai em peso prestar-lhe a última homenagem”, diz ao Contacto o jornalista António Gomes Costa do jornal da cidade, ‘O Regional’.

 “A irmã 'Tona' estava sempre a sorrir. Sempre lembrarei dela assim”, declara António Gomes Costa.

Poucos dias antes do crime acontecer, este jornalista tinha entrevistado Maria Antónia Pinho e a simpatia e carácter da freira “radical” tinha-o deixado impressionado. “Respondeu-me a todas as perguntas com um sorriso. Mesmo as mais incómodas”.

"Aos 61 anos, cativa simpatia. Transmite tranquilidade quando conversamos com ela. O seu olhar não esconde a paixão e o amor por uma opção que tem cerca de 40 anos", escreveu este jornalista sobre a Irmã Tona no início da entrevista.  

Quando soube do crime, António Costa nem queria acreditar. “Como foi possível, um crime tão horrendo!!!”

Crédito: Jornal 'O Regional'
Crédito: Jornal 'O Regional'

Enfermeira de profissão pertencia à Congregação Servas de Maria Ministras dos Enfermos, no Porto, onde ia duas ou três vezes por semana. O resto do tempo passava-o em S. João da Madeira a cuidar da sua mãe “que necessitava de apoio” e de outros doentes da terra, conta o jornalista.

Tona terá conhecido Alfredo na Associação Trilho, de apoio a toxicodependentes da Santa Casa da Misericórdia da terra, onde o criminoso teria ido inscrever-se.

Mandado de detenção chegou tarde demais

 Alfredo que já foi presente a tribunal já confessou o crime. Está de novo detido. Mas, o mandado de detenção emitido a 3 de setembro pelo Ministério Público não foi executado a tempo de salvar a Irmã 'Tona'.

Os mandados de busca e detenção contra ele surgiram na sequência de uma tentativa de violação feita por Alfredo a uma jovem de 20 anos, em Parrinho, e do roubo de um telemóvel, foram pedidos pela PSP ao Ministério Público.

Só que o pedido foi feito “na tarde” do penúltimo dia das férias judiciais, a 30 de agosto, uma sexta-feira. Só quatro dias depois foi dado seguimento ao processo. "O MP promoveu a busca e emitiu o mandado de detenção no dia 3 de setembro [terça-feira], tendo remetido o processo ao juiz de Instrução", esclareceu, ao JN a Procuradoria Geral da República.

Por seu turno, este juiz de instrução criminal da Feira pediu um mandado adicional de buscas à casa do suspeito, que foi emitido sexta-feira, dia 6 e que só seria executado esta semana. Mas, domingo, dia 8, Alfredo ainda em liberdade matou a irmã 'Tona'.