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PS vence legislativas com 36,65% e propõe nova 'geringonça'
Portugal 2 min. 07.10.2019

PS vence legislativas com 36,65% e propõe nova 'geringonça'

PS vence legislativas com 36,65% e propõe nova 'geringonça'

Foto: AFP
Portugal 2 min. 07.10.2019

PS vence legislativas com 36,65% e propõe nova 'geringonça'

Bruno Carlos AMARAL DE CARVALHO
Bruno Carlos AMARAL DE CARVALHO
No discurso de vitória durante a noite eleitoral, António Costa sugeriu que os eleitores querem nova geringonça e antecipou a vontade de assinar um novo acordo que abranja toda a legislatura com BE, CDU, PAN e Livre.

Numa noite eleitoral contada voto a voto, e ainda à espera da atribuição dos representantes dos eleitores no exterior, o Partido Socialista (PS) alcançou o primeiro lugar nas eleições legislativas com 36,65% dos votos (106 deputados). 

O PSD caiu para segundo com 27,9% (77 deputados) com Rui Rio a rejeitar a ideia de desastre eleitoral e a considerar exagerado o triunfalismo do partido liderado por António Costa. 

Contudo, foi o CDS-PP, de Assunção Cristas, que viu a maior derrota da noite não indo além dos 4,25% (5 deputados). Juntos, os dois partidos da direita sofreram a maior queda da sua história.

Com um resultado semelhante ao de há quatro anos, Catarina Martins, do BE, anunciou um conjunto de condições para abrir caminho a um acordo com o PS que não conseguiu chegar aos 116 deputados que garantem a maioria absoluta. Os bloquistas atingiram os 9,67% (19 deputados) e querem fazer parte de uma solução política como a que houve há quatro anos. De resto, o BE é o único partido que pode garantir uma maioria estável ao PS.

Com um resultado que não corresponde às expetativas da CDU, Jerónimo de Sousa deu precisamente sinais contrários e rejeitou qualquer regresso ao modelo que sustentou o governo na atual legislatura. Com 6,46% (12 deputados), os comunistas preferem votar caso a caso as propostas que venham a ser apresentadas pelo próximo governo.

Não é a posição de António Costa que afirmou durante o discurso de vitória no Hotel Altis, em Lisboa, que os portugueses querem uma nova geringonça e antecipou a vontade de assinar um novo acordo que abranja toda a legislatura e referiu o BE, a CDU, o PAN (que passa de 1 para 4 deputados) e o Livre (1 deputada), que entra pela primeira vez na Assembleia da República.

Quem também entra pela primeira vez no parlamento com um deputado são os partidos Chega, de extrema-direita, e Iniciativa Liberal, de direita.

Resultados eleitorais (sem os votos do exterior):

PS - 36,65% (106 deputados)
PSD - 27,9% (77 deputados)
BE - 9,67% (19 deputados)
CDU - 6,46% (12 deputados)
CDS-PP - 4,25% (5 deputados)
PAN - 3,28% (4 deputados)
Chega - 1,30% (1 deputado)
IL- 1,29% (1 deputado)
Livre - 1,09% (1 deputado)

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