Escolha as suas informações

PS pede explicações sobre "possíveis abusos" contra trabalhadora do Pingo Doce
Portugal 2 min. 28.02.2020 Do nosso arquivo online

PS pede explicações sobre "possíveis abusos" contra trabalhadora do Pingo Doce

PS pede explicações sobre "possíveis abusos" contra trabalhadora do Pingo Doce

DR
Portugal 2 min. 28.02.2020 Do nosso arquivo online

PS pede explicações sobre "possíveis abusos" contra trabalhadora do Pingo Doce

Uma funcionária do Pingo Doce terá ficado três dias em pé, durante oito horas, à porta do estabelecimento, em "castigo", por se recusar a rescindir o contrato.

Numa pergunta dirigida à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o grupo parlamentar do Partido Socialista questionou o Governo sobre os "possíveis abusos" contra a funcionária do Pingo Doce de Avintes, em Vila Nova de Gaia.

Segundo a agência Lusa, no requerimento que deu entrada na Assembleia da República, a bancada socialista diz ter tido conhecimento de "possíveis abusos cometidos contra uma trabalhadora" daquela loja, “através de uma denúncia do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP)”.

Marisa Ribeiro, coordenadora do Sindicato Trabalhadores do Comércio e Serviços (CESP), disse ao Contacto que “os vários problemas”  deste estabelecimento já eram do conhecimento do sindicato, já que nos dias em que se deslocavam até ao Pingo Doce de Avintes para contacto com os trabalhadores “o gerente de loja proibia as trabalhadoras de irem à área social para falar com o sindicato”.

Segundo o requerimento, subscrito pelo deputado socialista Eduardo Barroco de Melo, fonte oficial do Pingo Doce alegou que a trabalhadora o terá feito por “livre iniciativa, por se encontrar suspensa preventivamente de funções na sequência de um processo disciplinar, cuja motivação não foi revelada”.

No entanto, segundo a coordenadora, a funcionária “ficou de castigo três dias em pé, à entrada da loja”, o processo disciplinar “só recebeu vi a CTT na sexta à tarde e ficou automaticamente suspensa no sábado. Tanto é que ela já não foi trabalhar, porque ficou suspensa com vencimento”, explica.

Na motivação do alegado castigo terá estado o facto de a funcionária não ter aceite a proposta que o gerente lhe fez: “não aceitou despedir-se, não aceitou a rescisão do contrato, e muito bem”.  “Como ela não aceitou, a gerência moveu-lhe um processo disciplinar, suspendendo-a com vencimento”, acrescenta.

“Esta situação, a confirmar-se, configura violação de várias disposições do Código do Trabalho, merecendo esclarecimentos que conduzam ao seu cabal esclarecimento”, sustentou a bancada socialista citada pela agência Lusa.

Os deputados pretendem saber se a Autoridade para as Condições do Trabalho recebeu alguma denúncia relacionada com esta situação e, caso tenha recebido, se confirmou a sua veracidade.

Segundo a agência Lusa, o PS questiona ainda quais as punições em que a empresa, do Grupo Jerónimo Martins, incorre e de que forma será possível evitar situações destas no futuro, caso seja confirmada a veracidade deste episódio.

A funcionária está a ser acompanhada por um advogado por ela contratado, mas o CESP está totalmente disposto a acompanha-la neste processo, sublinhou Marisa Ribeiro.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas