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Prisão preventiva para o homem que matou o ator Bruno Candé
Portugal 2 min. 27.07.2020 Do nosso arquivo online

Prisão preventiva para o homem que matou o ator Bruno Candé

Prisão preventiva para o homem que matou o ator Bruno Candé

Foto: DR
Portugal 2 min. 27.07.2020 Do nosso arquivo online

Prisão preventiva para o homem que matou o ator Bruno Candé

O homem de 80 anos que foi detido em flagrante delito fica sujeito à medida de coação mais gravosa do Código de Processo Penal.

O autor confesso do homicídio do ator Bruno Candé Marques vai ficar em prisão preventiva a aguardar o desenrolar do processo crime. Presente a um juiz de instrução criminal, no Tribunal de Loures, o homem de 80 anos conheceu a medida de coação na manhã desta segunda-feira. 

De acordo com a imprensa portuguesa, o homem não quis sequer prestar declarações perante o juiz que decidiu aplicar-lhe a medida mais gravosa do Código de Processo Penal, face às evidências apresentadas pela polícia de investigação criminal. 

Antes, segundo o Jornal de Notícias, o homem que alvejou Bruno Candé no passado sábado, em pela Avenida de Moscavide, afastou qualquer motivação racista para o crime, apesar de noutras ocasiões, ter dirigido insultos raciais e ameaças de morte ao ator de 39 anos. Interrogado pela Polícia Judiciária, o arguido referiu um incidente com a cadela da vítima. 

Fonte policial, citada pelo Expresso, explica que a discussão entre Bruno Candé e o alegado homicida "tinha começado na última quarta-feira por causa da cadela [a quem terá batido] e reacendeu-se no sábado pelos mesmos motivos quando os dois homens se voltaram a encontrar na rua".

A mesma fonte referiu que "tudo aponta para uma desavença por motivos fúteis em que a parte mais fraca entendeu que só podia equilibrar as coisas com uma arma". Contudo, "a investigação vai prosseguir e podem surgir elementos novos que confirmem ou não os indícios inicialmente recolhidos".

A versão do homicida contraria em toda a linha a família da vítima que em comunicado assegura que não só o "o seu assassino já o havia ameaçado de morte três dias antes, proferindo vários insultos racistas" como "face a esta circunstância, fica evidente o caráter premeditado e racista deste crime"

Também ao Expresso, uma das sobrinhas de Bruno Candé, refere que querem "que seja feita justiça e que estes ataques racistas parem. Já aconteceu antes e voltou a acontecer".

No mesmo sentido, a associação SOS Racismo reclama justiça contra um crime "com motivações de ódio racial". 

Ouvidas pela comunicação social, várias testemunhas asseguram terem ouvido o homem de 80 anos a proferir insultos racistas. Entregues à Polícia Judiciária, as investigações prosseguem. 

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