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Preço das casas obriga portugueses a ir viver para Espanha e trabalhar em Portugal
Portugal 2 min. 23.08.2021
Transfronteiriços portugueses

Preço das casas obriga portugueses a ir viver para Espanha e trabalhar em Portugal

Fronteira de Castro Marim no Algarve.
Transfronteiriços portugueses

Preço das casas obriga portugueses a ir viver para Espanha e trabalhar em Portugal

Fronteira de Castro Marim no Algarve.
LUSA
Portugal 2 min. 23.08.2021
Transfronteiriços portugueses

Preço das casas obriga portugueses a ir viver para Espanha e trabalhar em Portugal

Lusa
Lusa
Não é só no Luxemburgo. Do outro lado da fronteira portuguesa, a diferença dos valores da habitação pode chegar a metade. No norte e sul de Portugal já há transfronteiriços.

  Tal como no Grão-Ducado, o aumento dos preços das casas está a levar os portugueses a procurar habitação do lado de lá da fronteira, uma vez que em Espanha se chegam a atingir valores que são metade dos praticados em Portugal. 

Trata-se de um fenómeno novo provocado pela especulação imobiliária como acontece há anos no Luxemburgo. Em Portugal, o fenómeno é recente. A norte, em Chaves uma casa custa 120 mil euros, do outro lado da fronteira, em Orense, o valor é de cerca de 44 mil euros. 

De acordo com o Jornal Expresso, os portugueses que trabalham na linha da fronteira deixam o seu país e optam por morar em Espanha e trabalhar em Portugal devido à diferença dos preços da habitação entre os dois países.

Nova rotina. Cruzar a fronteira

A título de exemplo é referida a grande diferença a sul: no Algarve uma casa pode ser arrendada por 600 euros mensais, enquanto passando a fronteira este valor cai para metade, pelo que "as idas e vindas" se tornam mais rotineiras. Num caso mais extremo, viver num num condomínio com piscina, jardins e campo de jogos é possível por cerca de 450 euros em Espanha, o que do lado de cá rondaria nunca menos do que 650 euros.

Mas o que provoca este fenómeno? Em Ayamonte, na Andaluzia, muitos dos edifícios que estavam previstos para turismo e ficaram abandonados devido à crise "começam agora a ser recuperados e acabados", diz o jornal, pelo que assim são colocados no mercado a preços convidativos — a que se juntam os já sabidos preços de alguns produtos, como o combustível e até os carros.


Custo da habitação no Luxemburgo expulsa residentes para os países vizinhos
O preço louco da habitação está a obrigar os luxemburgueses a ir viver para os países vizinhos, e os seus habitantes a deixar de poder morar também na sua terra, como Arlon. O efeito bola de neve da habitação no Grão-Ducado tem diversas direções: filhos adultos a viver mais tempo com os pais, desigualdades a aumentar e o país a deixar de ser atrativo para os emigrantes.

 Além disso, fazer vida entre os dois países da Península Ibérica tem poucas burocracias: apenas é necessário o registo na autarquia espanhola em causa e o registo fiscal se o período de residência for maior do que 183 dias.

Também no que diz respeito à compra de casa os valores são bastante diferentes. Mais a norte, em Orense, perto de Chaves, uma habitação pode custar cerca de 44 mil euros — face aos 120 mil do lado português. O mesmo acontece na região de Vigo, onde apartamentos de 170 m2 rondam os 39.500 euros.  

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Muito acima da média europeia, o Grão-Ducado está do pódio dos países que observaram o maior aumento do preço das casas entre 2010 e 2020 com uma taxa de 99,8%. Nem a pandemia impediu um novo recorde. Em relação ao quarto trimestre de 2019, o valor dos imóveis registou uma subida de 16,7%. Na capital, o metro quadrado ultrapassou pela primeira vez os 10 mil euros.