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Portugueses repatriados da Venezuela
Portugal 27.03.2020 Do nosso arquivo online

Portugueses repatriados da Venezuela

Portugueses repatriados da Venezuela

AFP
Portugal 27.03.2020 Do nosso arquivo online

Portugueses repatriados da Venezuela

Apesar das restrições e dos voos cancelados, ainda há portugueses que conseguem voltar a casa em plena pandemia. 18 deixaram para trás a Venezuela.

Previsto inicialmente para terça-feira, o voo da Plus Ultra organizado pelas autoridades espanholas para repatriar europeus, só partiu esta quinta-feira do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, a norte de Caracas. Entre os passageiros seguiam 18 portugueses. Retidos pela crise do novo coronavírus, pediram para ser repatriados. A notícia foi avançada pela Lusa e tem por base fontes diplomáticas e aeroportuárias. 

Antes de embarcar, um dos portugueses confirmou à ao correspondente da agência de notícias que grupo foi acompanhado pelas autoridades consulares locais. Natural de Vila do Conde, Jaime Neves, só embarcou à terceira. Não acredita sequer que a Iberia ou a Air Europa reembolsem o valor das passagens. 

"Nós pagámos duas vezes o regresso, mas não acredito que as companhias nos reembolsem o dinheiro. Talvez nos deem um tempo para fazer outro voo", afirmou, sublinhando que esta situação os deixou também em dificuldades financeiras.

Encurralados pela pandemia

Viajou a 11 de março com outras cinco pessoas e tinha regresso previsto para dia 15. Numa sucessão de imprevistos, conta que "foram agarrados aqui por uma situação triste e lamentável. Um dos filhos morreu subitamente durante umas férias no país de Bolívar e as cerimónias fúnebres atrasaram o planos. 

Esta quinta-feira só chegou ao aeroporto com a família e um amigo graças a uma ordem emitida pelo Ministério da Defesa do governo liderado por Nicolás Maduro. Como o resto do mundo, a Venezuela está em quarentena preventiva e restringiu a circulação de pessoas e viaturas no país desde dia 13 de março. Contabiliza 107 casos de infeção e uma morte. 

Em "estado de alerta" voos nacionais e internacionais estão restringidos no país.As clínicas e hospitais estão abertos, enquanto farmácias, supermercados, padarias e restaurantes estão a funcionar em horário reduzido, com estes últimos a vender apenas comida para fora.

com Lusa


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