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Portugal só consegue atingir a riqueza média da União Europeia em 2149
Portugal 2 min. 04.03.2019 Do nosso arquivo online

Portugal só consegue atingir a riqueza média da União Europeia em 2149

Portugal só consegue atingir a riqueza média da União Europeia em 2149

Portugal 2 min. 04.03.2019 Do nosso arquivo online

Portugal só consegue atingir a riqueza média da União Europeia em 2149

É uma previsão de um think-thank, Fórum Para a Competitividade, que garante que Portugal devia estar a crescer ao dobro do que sucede atualmente.

O Fórum Para a Competitividade fez as contas e concluiu: Portugal precisa de 130 anos para atingir uma riqueza per capita equivalente à média da União Europeia (UE). Ou seja, lá para 2149 o nível de vida dos portugueses será igual à média dos cidadãos do bloco europeu.

Em 2018, Portugal registou uma subida de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o que traduziu-se na recuperação de duas décimas face à média da UE. Se tal cadência se mantiver, Portugal demora 130 para convergir com a média da UE.

Mas só daqui a 20 anos "regressa à posição relativa de 2000 (40 anos perdidos), dado que o nosso PIB per capita é de 74% da média europeia", diz o Fórum na síntese de conjuntura divulgada esta segunda-feira.

 A nota, assinada por Pedro Braz Teixeira, diretor do gabinete de estudos da entidade, e que foi adjunto da ministra das Finanças do PSD Manuela Ferreira Leite, conclui, por isso, que "se a produtividade também estivesse a subir, como acontece com os países no nosso nível de desenvolvimento, o PIB podia estar a crescer 4%".  

  "O emprego, em termos de contas nacionais, cresceu 2,3% em 2018, mais do que a subida de 2,1% do PIB [Produto Interno Bruto]. Ou seja, a produtividade caiu 0,2%", salientou o Fórum, detalhando que face ao quarto trimestre, a 'performance' foi semelhante, com o emprego a aumentar "1,9% face a uma subida de 1,7% do PIB". 

O Fórum alerta para a distância entre Portugal e o resto da Europa. "Em 2018, Portugal cresceu 2,1% enquanto a UE [União Europeia] cresceu 1,9%. No entanto, enquanto no nosso país a produtividade caiu 0,2%, na UE houve um aumento de cerca de 0,9% (estimativa da Comissão Europeia, de novembro de 2018). Ou seja, em termos do que verdadeiramente interessa, estamos a divergir", salientou a mesma nota.  

As medidas propostas por este grupo para contrariar esta desaceleração passam por alterar políticas de formação profissional, por acelerar os despedimentos e pela redução drástica dos prazos de pagamento do Estado.

 Na mesma nota, o Fórum ainda sublinhou a tónica pessimista alertando para o provável abrandamento nas exportações, sobretudo de serviços de turismo, "que poderá colocar em causa a preservação de saldos externos positivos já em 2019".

 



 


 





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