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Portugal quer travar contágios após Natal. Adiar regresso às aulas e teletrabalho em cima da mesa
Portugal 2 min. 25.11.2021
Pandemia

Portugal quer travar contágios após Natal. Adiar regresso às aulas e teletrabalho em cima da mesa

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Portugal quer travar contágios após Natal. Adiar regresso às aulas e teletrabalho em cima da mesa

Foto: dpa-tmn
Portugal 2 min. 25.11.2021
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Portugal quer travar contágios após Natal. Adiar regresso às aulas e teletrabalho em cima da mesa

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O país quer evitar repetir a vaga mais mortífera da pandemia, que ocorreu em janeiro e fevereiro de 2020.

Governo português prepara-se para aprovar, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, novas medidas para conter o aumento de casos de covid-19. A par de regras para as próximas semanas é possível que o Executivo avance com propostas já para o período pós-Festas de Natal.

As medidas são decididas uma semana depois da reunião do Infarmed, onde os especialistas em saúde apresentaram ao Governo e aos partidos, as suas propostas para conter o aumento de infeções com o vírus SARS-CoV-2.


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O Governo português decide esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, novas medidas para conter o avanço da pandemia no país. Mas já há hipóteses em cima da mesa.

O plano apresentado, no encontro de 19 de novembro, por Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, defende a necessidade de adotar as medidas antes do período de Natal, para minimizar o risco de aumento exponencial de casos, que podem duplicar ou triplicar em poucas semanas. Os peritos defendem a aceleração do ritmo da administração da terceira dose de reforço da imunização contra a covid-19, assim como medidas de proteção sanitária (como as máscaras) em espaços interiores e eventos de grande dimensão e reforço da testagem.

No entanto, surgem notícias de que o Governo também já está a ponderar aplicar medidas de contenção dos contágios no período pós-natalício.

Recorde-se que a vaga mais mortífera da pandemia, em Portugal, aconteceu a seguir às festas de Natal e Ano Novo, com o número de casos, a mortalidade e os internamentos a atingirem recordes em janeiro e fevereiro de 2020.

Segundo avança a RTP, uma das medidas em cima da mesa é alterar o calendário escolar. Apesar de a decisão ainda não estar tomada, a estação pública de TV adianta que o executivo de António Costa pondera adiar o início do segundo período uma semana, para conter o avanço de infeções naquele que é o grupo etário com maior incidência de casos, o dos 5 aos 9 anos.


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O calendário escolar prevê que o segundo período comece a 3 de janeiro, mas, segundo a RTP, e caso se confirme a medida, esse recomeço poderá ser adiado uma semana, sendo posteriormente recompensado no período de interrupção do Carnaval.

Outra das medidas previstas para o início de 2022 é o regresso do teletrabalho obrigatório.

De acordo com o Jornal de Negócios, da reunião do Conselho de Ministros de hoje deverá sair a recomendação do teletrabalho, sempre que possível, e o desfasamento de horários nos locais de trabalho. Mas no período após o Ano Novo a medida pode deixar de ser apenas recomendação e o teletrabalho pode passar a ser obrigatório por um período de, pelo menos, duas semanas, avança o jornal.

O Ministério do Trabalho deverá propor o teletrabalho obrigatório depois das festas, sempre que as funções o permitam, para conter o esperado aumento do número de casos depois de um período onde ocorre um maior contacto entre pessoas.

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