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Portugal quer acolher 50 refugiados afegãos
Portugal 18.08.2021
Afeganistão

Portugal quer acolher 50 refugiados afegãos

Pessoas à espera para sair do Afeganistão.
Afeganistão

Portugal quer acolher 50 refugiados afegãos

Pessoas à espera para sair do Afeganistão.
AFP
Portugal 18.08.2021
Afeganistão

Portugal quer acolher 50 refugiados afegãos

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse que a UE "tem obrigação de proteger e de salvaguardar a vida dos muitos milhares de afegãos que colaboraram com as forças internacionais".

No rescaldo da tomada de poder por parte dos talibãs, Portugal reforça a mensagem de que as portas estão abertas para receber os afegãos que fogem ao regime extremista. 

Em entrevista à TVI24, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, reiterou que a União Europeia "tem a obrigação de proteger e de salvaguardar a vida dos muitos milhares de afegãos que colaboraram com as forças internacionais, como tradutores ou intérpretes, que hoje têm a sua segurança posta em perigo". 

Esta mensagem vem na mesma linha de pensamento do homólogo luxemburguês, Jean Asselborn, que afirmou que o seu país tem "a obrigação moral de ajudar aqueles que nos ajudaram infalivelmente no terreno". 

Santos Silva confirmou que, "no quadro da União Europeia foi pedido a todos os Estados-membros que participassem num primeiro esforço para garantir que várias centenas de pessoas que colaboraram com o serviço europeu de ação externa e com a embaixada europeia em Cabul fossem protegidas. Nós já indicámos a nossa disponibilidade para receber imediatamente 20 dessas pessoas. Na reunião dos embaixadores da NATO, um esforço pararelo foi feito e nós também avançamos com uma primeira proposta de três dezenas a acolher imediatamente em Portugal".


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 Em relação às promessas de mudança feitas pelos talibãs nestes primeiros dias, o ministro português vai esperar para ver. 

"Os talibãs têm-se multiplicado em declarações, dizendo que são muito diferentes hoje do que eram há 20 anos, que respeitarão os direitos das mulheres, em particular, o direito das mulheres à saúde, à educação, que querem fazer um governo inclusivo, com representantes das várias forças políticas afegãs. De facto, está nas mãos deles mostrarem que podemos confiar neles minimamente". 


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