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Portugal. Probabilidade de morrer de covid-19 baixou de 4% para 0,5%
Portugal 2 min. 27.04.2021

Portugal. Probabilidade de morrer de covid-19 baixou de 4% para 0,5%

Hospital Santa Maria, Lisboa

Portugal. Probabilidade de morrer de covid-19 baixou de 4% para 0,5%

Hospital Santa Maria, Lisboa
Foto: LUSA
Portugal 2 min. 27.04.2021

Portugal. Probabilidade de morrer de covid-19 baixou de 4% para 0,5%

Lusa
Lusa
A probabilidade de um doente morrer por covid-19 baixou em Portugal de 4%, nos primeiros dois meses da pandemia, para 0,5%, revelou hoje o epidemiologista Henrique Barros.

O especialista em saúde pública e epidemiologista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto revelou estes dados na reunião de peritos que decorre no Infarmed, em Lisboa, sobre a situação epidemiológica do país.

Henrique Barros, que falou sobre a vacinação, as variantes genéticas do vírus e a mortalidade, adiantou que a redução da probabilidade de morrer por covid-19 se explica com a testagem, que é agora muito maior, "quando no início apenas se identificavam os casos mais graves", mas também com os efeitos da aprendizagem na capacidade de resposta à doença. Contudo, há outros fatores que ainda não se conseguem controlar e, por isso, a letalidade subiu em janeiro e fevereiro, disse.

Tomando como ponto o mês de abril, adiantou ainda que a probabilidade de a infeção ter um desfecho fatal, nas condições atuais, é cerca de cinco vezes mais baixo do que no inicio da pandemia e globalmente metade do risco do que foi ao longo do ano.


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Apenas 15,5% da população em Portugal tem anticorpos contra a covid-19
Resultados da segunda fase do inquérito serológico, mostram que até finais de março pouco menos de um quinto da população tinha anticorpos contra a covid-19, maioritariamente adquiridos através da infeção com o vírus.

É maior nos homens e que tem uma "variabilidade regional". Como exemplo, disse que quem se infeta na região da Madeira tem risco menor de letalidade: "Era importante estudar o porquê de tudo isto".

O risco de morrer está igualmente associado às diferentes variantes do vírus, que ser infetado com a variante que teve origem no Reino Unido aumenta risco de morrer com covid-19, tal como com a variante sul africana.

Sobre a variante brasileira associada a Manaus, disse que ainda não foi associada a casos de morte em Portugal. A este respeito, o epidemiologista sublinhou "a necessidade de vigilância epidemiológica muito organizada e muito capaz" de cruzar as pessoas que se infetam, as características do agente (vírus) e contexto em que ocorre a infeção.

Mesmo com as variantes mais letais e potencialmente mais transmissíveis, como a presença massiva da variante do Reino Unido, "é possível com medidas de proteção e vacinação garantir que, em setembro, se tudo correr normalmente, esperamos não ter casos [de morte]".  

Vacina como solução

O especialista apresentou dados referentes a uma amostra de 200.000 voluntários, sublinhando que das respostas obtidas se conclui que 90% das pessoas querem ser vacinadas e que a percentagem maior se centra na faixa etária dos mais velhos (mais de 79 anos) e a mais baixa no intervalo dos 40-49 anos de idade. 

Disse ainda que as pessoas com mais rendimentos e maior educação formal "tendem a ser as que mais pretendem ser vacinadas" e que as que têm menores rendimentos parecem menos interessadas no processo de vacinação. 

"É preciso ganhar estas pessoas para a vacinação e contrariar a relutância em relação à vacina", afirmou. Henrique Barros sublinhou o "extraordinário ganho em sobrevida" que a vacina trouxe, sobretudo nos mais velhos e mais frágeis em termos de saúde. 

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