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Portugal proíbe circulação entre concelhos no feriado de Todos os Santos e avança com restrições no Norte
Portugal 2 min. 22.10.2020

Portugal proíbe circulação entre concelhos no feriado de Todos os Santos e avança com restrições no Norte

A ministra da Saúde, Marta Temido (E), e a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva (D).

Portugal proíbe circulação entre concelhos no feriado de Todos os Santos e avança com restrições no Norte

A ministra da Saúde, Marta Temido (E), e a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva (D).
LUSA
Portugal 2 min. 22.10.2020

Portugal proíbe circulação entre concelhos no feriado de Todos os Santos e avança com restrições no Norte

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Os concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira vão ter medidas especiais, semelhantes às que vigoraram nas 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa, no verão.

O governo português anunciou, esta quinta-feira, 22 de outubro, a proibição de circulação entre diferentes concelhos do país, para a altura do feriado de Todos os Santos, assinalado a 1 de novembro. A proibição começa no início do fim de semana que o antecede, a 30 de outubro, e termina no dia 3 de novembro. 

"O Conselho de Ministros aprovou a resolução que determina a proibição de circulação em diferentes concelhos do território continental, no período das 00h de 30 de outubro até às 24h de 3 de novembro (...) Esta resolução implica que cada cidadão não possa circular entre concelhos, como já tinha acontecido no passado", declarou Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência.

O dia 2 de novembro, Dia de Finados, será de luto nacional, "como forma de prestar homenagem a todos os falecidos e, em particular, às vítimas da pandemia covid-19.

O Conselho de Ministros aprovou também medidas específicas para três concelhos do Norte do país, à semelhança do que já tinha acontecido com as 19 freguesias da área metropolitana de Lisboa, no verão.

Este "conjunto de medidas especiais", como definiu a ministra, será aplicado aos concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira, que ficarão mais restringidos face ao resto do país.

"Relativamente a estes três concelhos são aprovados o dever de permanência no domicílio, com exceção de um conjunto de atividades", entre as quais "trabalhar ou frequentar a escola".

Nestes concelhos ficam também proibidos "quaisquer eventos com mais de cinco pessoas", todos os estabelecimentos comerciais e de atendimento ao público "devem estar encerrados às 22h" e o teletrabalho passa a ser obrigatório "em todas as funções que o permitam".

Em Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira ficam ainda suspensas as visitas a lares e a estabelecimentos de cuidados continuados, bem como o funcionamento de centros de dia. A realização de mercados e feiras está temporariamente proibida.

A ministra da Saúde, Marta Temido, explicou que a decisão de tomar medidas mais restritivas para estes concelhos foi tomada com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, considerando os dados epidemiológicos dessa região, que é há duas semanas a mais afetada do país, concentrando frequentemente mais de metade dos casos diários.

"Analisada a situação epidemiológica específica de alguns concelhos da ARS do Norte e face àquilo que é a incidência, ou seja, o número de novos casos por 100 mil habitantes nos últimos sete dias e nos últimos 14 dias, conjugado com a velocidade de crescimento da doença, [foi] apreciada a necessidade de tomar medidas adicionais que promovam aquilo que temos referido ser o essencial para conter esta doença: a redução de contactos, quando as medidas de higienização das mãos, de proteção e distanciamento físico já não se revelam as suficientes para conter a transmissão da infeção", justificou. 

Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira são, no contexto da região norte, as autarquias que, segundo a ministra da Saúde, têm sofrido uma maior pressão de novos casos, além de terem uma elevada densidade populacional. "São concelhos onde esta aplicação de medidas mais gravosas se revelou epidemiologicamente necessária", sublinhou Marta Temido.

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