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Portugal pondera vacinar pessoas contra a varíola dos macacos
Portugal 2 min. 09.06.2022
Monkeypox

Portugal pondera vacinar pessoas contra a varíola dos macacos

As erupções cutâneas são um dos sintomas desta doença viral.
Monkeypox

Portugal pondera vacinar pessoas contra a varíola dos macacos

As erupções cutâneas são um dos sintomas desta doença viral.
Foto: Getty Images/iStockphoto
Portugal 2 min. 09.06.2022
Monkeypox

Portugal pondera vacinar pessoas contra a varíola dos macacos

Lusa
Lusa
A Direção-Geral da Saúde em Portugal admite recorrer à vacinação contra a varíola humana para conter as cadeias de transmissão de Monkeypox. O país já ultrapassou os 200 casos de infeção, e é o que mais casos tem por milhão de habitante, fora de África.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) admite que venha a ser administrada uma vacina contra a varíola humana para “conter cadeias de transmissão” do vírus Monkeypox, mas “sempre medido o risco e o benefício” de usar as vacinas.

De quarta-feira para esta quinta-feira registaram-se mais 18 casos de infeção da varíola dos macacos em Portugal, elevando assim para 209 os infetados com este vírus, anunciou hoje a Direção Geral da Saúde. Portugal é o país fora de África com mais casos por milhão de habitantes.

“Vamos acompanhando a situação, vamos vendo a gravidade dos casos e vamos sempre medindo o risco e o benefício de utilizar estas vacinas, sempre com abertura suficiente. Se for necessário usaremos esta estratégia para tentar conter cadeias de transmissão”, declarou ontem a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, em conferência de imprensa em Lisboa sobre a campanha de vacinação de outono-inverno contra a covid-19 e a gripe.

Questionada sobre o surto de Monkeypox em Portugal, Graça Freitas disse que a DGS tem estado “a trabalhar de muito perto com o Infarmed e com a comissão técnica de vacinação”.


Wirtschaft, Paulette Lenert, Stelle Kyriakides Foto: Anouk Antony/Luxemburger Wort
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Até ao momento, não há registo de casos no país. Mas o Ministério da Saúde está em alerta.

“Existe licenciada uma vacina atenuada contra a varíola humana que nos EUA está autorizada para ser usada em determinadas circunstâncias em relação à infeção humana pelo vírus Monkeypox e nós estamos a equacionar a utilização dessa vacina em Portugal sempre de acordo de acordo com o principio de ver o risco e o beneficio”, disse.

A diretora-geral da Saúde disse ainda que os casos de infeção registados em Portugal “não têm apresentado gravidade”, daí que o país não tenha adotado “uma estratégia agressiva de vacinação”.

Infeções só em homens

A maioria das infeções foram notificadas, até à data, em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve, refere a DGS em comunicado esta quinta-feira. Todos as infeções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos. Os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). 


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Fora dos países africanos foram detetados mais de 550 casos em maio. ONU e associações alertam que vírus não tem género nem orientação sexual e que apesar de não ser, atualmente, um risco para a população em geral pode afetar qualquer sexo.

Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis. A informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional. 

O diretor geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou ontem que já se confirmaram mais de mil casos de Monkeypox, em 29 países, não endémicos, e avisou que em algumas zonas já há transmissão comunitária.

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