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Portugal. Plano de vacinação exclui pessoas com mais de 75 anos do topo das prioridades
Portugal 2 min. 27.11.2020

Portugal. Plano de vacinação exclui pessoas com mais de 75 anos do topo das prioridades

Portugal. Plano de vacinação exclui pessoas com mais de 75 anos do topo das prioridades

Christoph Schmidt/dpa
Portugal 2 min. 27.11.2020

Portugal. Plano de vacinação exclui pessoas com mais de 75 anos do topo das prioridades

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Primeiro plano prioriza profissionais de saúde e pessoas com idades entre os 50 e 75 anos que tenham doenças graves, mas Costa rejeita que idosos com mais de 75 anos fiquem no fim da lista do acesso prioritário às vacinas.

Profissionais de saúde e pessoas com idades entre os 50 e os 75 anos e doenças crónicas deverão ser os primeiros grupos, em Portugal, a levar a vacina contra a covid-19. Só no fim da lista de prioridades é que aparecem os idosos com mais de 75 anos, sem doenças graves associadas. Uma opção que está a gerar polémica entre especialistas e que já levou à intervenção do primeiro-ministro, António Costa. 

Segundo avançam os jornais Expresso e Público, a comissão de especialistas nomeada pela Direcção-Geral da Saúde para criar o plano de vacinação contra a covid-19 já começou a definir os grupos prioritários para a administração das primeiras doses. Ainda para aprovação, o plano prevê que na primeira fase sejam vacinadas 750 mil pessoas, entre as quais profissionais de saúde envolvidos na prestação direta de cuidados, utentes de lares e pessoas com idades entre os 50 e os 75 que tenham doenças crónicas graves, como insuficiência cardíaca, respiratória ou renal. 


Covid-19. Portugal vai comprar 16 milhões de doses da vacina
Serão adquiridas três vacinas diferentes, segundo garantiu António Costa: " já estão definidas as doses a comprar: Numa 6,9 milhões; em outra 4,6 milhões; e, na terceira, 4,5 milhões".

Os idosos com mais de 75 anos, sem doenças graves associadas, deverão também receber a vacina mais cedo do que a restante população, mas são considerados de menor prioridade face aos acima referidos, avançam aqueles jornais.


Costa rejeita que mais velhos fiquem no fim da lista

A decisão de colocar, no plano, os mais velhos, sem doenças graves, no fim da lista dos prioritários, terá sido tomada, em parte por ainda não haver consenso científico sobre a eficácia das vacinas, já disponíveis, no grupo etário acima dos 75. 

No entanto, a proposta está a causar polémica, com especialistas e o próprio primeiro-ministro a insurgirem-se contra a opção de deixar para último, entre os prioritários, aqueles que têm sido considerados uns dos maiores grupos de risco da pandemia.

António Costa veio, entretanto, manifestar a rejeição desse possibilidade, afirmando que "há critérios técnicos que nunca poderão ser aceites pelos responsáveis políticos".

"Não é admissível desistir de proteger a vida em função da idade. As vidas não têm prazo de validade", declarou António Costa à agência Lusa, depois de questionado sobre a possibilidade de todos os maiores de 75 anos sem comorbilidades ficarem de fora do acesso prioritário à vacina contra o novo coronavírus.  

O Governo português criou uma 'task-force' para coordenar todo o plano de vacinação contra a covid-19, desde a estratégia de vacinação à operação logística de armazenamento, distribuição e administração das vacinas, tem um mês para definir todo o processo.

A 'task-force' tem um núcleo de coordenação, liderado pelo ex-secretário de Estado Francisco Ramos e que inclui elementos da Direção-Geral da Saúde, Infarmed e dos ministérios da Defesa Nacional e da Administração Interna, contando com o apoio técnico de diversas estruturas.

Segundo o jornal Eco, a TAP já está também a articular com o Ministério da Saúde, o plano de transporte da vacina em contentores de refrigeração que cumpram as regras internacionais, definidas pela IATA.


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