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Portugal passa a recomendar vacina da AstraZeneca só para pessoas acima de 60 anos
Portugal 3 min. 09.04.2021

Portugal passa a recomendar vacina da AstraZeneca só para pessoas acima de 60 anos

Portugal passa a recomendar vacina da AstraZeneca só para pessoas acima de 60 anos

Foto: Matthias Bein/dpa-Zentralbild/dp
Portugal 3 min. 09.04.2021

Portugal passa a recomendar vacina da AstraZeneca só para pessoas acima de 60 anos

Lusa
Lusa
O país junta-se assim a outros, na Europa, que já decidiram traçar limites e não administrar a vacina da AstraZeneca abaixo de certas idades por uma questão de segurança.

As autoridades de saúde portuguesas decidiram esta quinta-feira a administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 em pessoas acima dos 60 anos de idade, seguindo a decisão de mais de uma dezena de países, que introduziram também restrições etárias.

Em conferência de imprensa realizada no Infarmed, em Lisboa, que contou também com a presença do coordenador da ‘task force’ do plano de vacinação, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, e do presidente da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), Rui Ivo, o anúncio da medida esteve a cargo da diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

“A Direção-Geral da Saúde recomenda, até estar disponível informação adicional, a administração da vacina da AstraZeneca a pessoas com mais de 60 anos. O plano de vacinação é ajustado para garantir que todas as pessoas são vacinadas com a vacina que protege”, afirmou.


AstraZeneca. Luxemburgo entre os países europeus com menos reações reportadas
O Grão-Ducado reportou à plataforma de vigilância farmacológica europeia 40 casos de reações adversas, em termos gerais, à vacina do grupo anglo-sueco, em mais de 21 mil pessoas que tomaram a vacina, até à semana de 29 de março.

Graça Freitas apelou ainda às pessoas que já receberam a primeira dose da vacina para que se “mantenham tranquilas”, uma vez que as reações adversas que foram notificadas são “extremamente raras”.

“No entanto, nos 07 a 14 dias após a administração da vacina, devem estar atentas a sintomas como dores de cabeça persistentes, hematomas, manchas vermelhas na pele e sintomias semelhantes a um a AVC. Nestes casos, devem contactar de imediato o médico”, referiu a responsável da DGS.

Em relação à toma da segunda dose da vacina da AstraZeneca, a diretora-geral considerou que quem já recebeu a primeira toma deve manter-se também “calmo e confiante”.

“Entre a primeira e a segunda dose, decorrem cerca de três meses. Esta vacina tem um intervalo entre doses que é grande. Nestes três meses vamos ter informação adicional, quer da firma produtora, quer da Agência Europeia do Medicamento (EMA), e agiremos em conformidade”, assegurou Graça Freitas.

Vários países já decidiram, entretanto, traçar limites e não administrar a vacina da AstraZeneca abaixo de certas idades por uma questão de segurança: 30 anos no Reino Unido, 55 anos em França, Bélgica e Canadá, 60 anos na Alemanha, Itália e nos Países Baixos ou 65 anos na Suécia e na Finlândia.


(FILES) In this file photo taken on March 23, 2021 A health worker prepares a dose of the AstraZeneca/Oxford vaccine at a coronavirus vaccination centre at the Fazl Mosque in southwest London, on the first anniversary of the first national Covid-19 lockdown. - AstraZeneca said on April 7, 2021, that two studies conducted by British and European regulators "reaffirmed" that the benefits of its vaccine "far outweigh the risks" despite finding a possible link to rare blood clots. "Overall, both of these reviews reaffirmed the vaccine offers a high-level of protection against all severities of COVID-19 and that these benefits continue to far outweigh the risks," the British/Swedish company said in a statement. (Photo by DANIEL LEAL-OLIVAS / AFP)
Luxemburgo mantém vacinação com AstraZeneca para mulheres e homens de todas as idades
Ao contrário do Luxemburgo, que mantém a vacinação com o fármaco da AstraZeneca para todas as idades, a Bélgica vai administrar a vacina a maiores de 55 anos durante as próximas quatro semanas.

Já hoje, a Austrália e as Filipinas juntaram-se à lista de países que estão a suspender a administração da vacina contra a doença covid-19 da AstraZeneca à população mais jovem, devido a preocupações relativamente à formação de coágulos sanguíneos.

Na quarta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) indicou uma “possível ligação” entre a vacina da farmacêutica AstraZeneca e “casos muito raros” de formação de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios do fármaco face aos riscos de efeitos secundários, dada a gravidade da pandemia.

No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que essa ligação é “plausível, mas não confirmada”, considerando que são necessários estudos especializados.

No final de março, a vacina da farmacêutica AstraZeneca contra a covid-19 passou a denominar-se Vaxzevria.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.890.054 mortos no mundo, resultantes de mais de 133 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.899 pessoas dos 825.633 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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