Escolha as suas informações

Portugal. "O confinamento será muito, muito rigoroso", diz Marcelo
Portugal 2 min. 10.01.2021

Portugal. "O confinamento será muito, muito rigoroso", diz Marcelo

Portugal. "O confinamento será muito, muito rigoroso", diz Marcelo

RTP
Portugal 2 min. 10.01.2021

Portugal. "O confinamento será muito, muito rigoroso", diz Marcelo

Redação
Redação
"As famílias foram para grandes reuniões no Natal", diz o Presidente da República e as consequências estão à vista. Para a semana devem entrar em vigor medidas muito duras.

 "O confinamento com este número muito elevado de casos e de internamentos, de cuidados intensivos, de mortos, será muito muito, muito rigoroso", declarou Marcelo de Sousa numa entrevista ao Diário de Notícias publicada hoje.

Na próxima terça-feira depois da reunião com os especialistas no Infarmed o Governo decide se coloca de novo Portugal em confinamento, numa situação semelhante ao de março e abril. É quase mais que certo que tal irá acontecer de acordo com as declarações de António Costa e de vários ministros que no final da semana apontavam para a necessidade deste novo confinamento e que deveria entrar em vigor "o mais cedo possível". Uma medida que tem o consenso generalizado dos políticos e especialistas.

Marcelo Rebelo de Sousa também concorda.  Para o presidente os números atuais diários de infeções, hospitalizações e mortes, a atingir valores nunca antes registados devem-se à quadra festiva, e ao levantamento das restrições durante os dias de Natal.


Portugal. Mais 111 mortes e 9.478 novos casos covid nas últimas 24 horas
O país regista um novo recorde de internamentos, 3.550 hospitalizações das quais 540 nos cuidados intensivos, e ultrapassa os 100 mil casos ativos. Números que tornam cada vez mais certo um novo confinamento.

 "Achavam que as pessoas estavam exaustas, muito cansadas e precisavam de uma abertura - responsável, controlada, mas abertura. Eu usei até uma expressão que era um "contrato de confiança" com os portugueses, que eles deviam moderar-se. Sabendo que se significasse uma subida teria consequências muito pesadas em termos restritivos. Nessa fase entendeu-se que era bom fechar o fim do ano", explica Marcelo na entrevista ao Diário de Notícias.

"O facto é que quase inevitavelmente as famílias foram para grandes reuniões, com circulação por todo o país, e isto teve a consequência que começa a ver-se e que significa números a saltar dos 4000, 5000 para 10 000 ou mais e com uma pressão muito intensa sobre os internamentos e os cuidados intensivos. Isto com uma diversidade grande em termos de idades - se nos mortos o peso é impressionante daqueles que estão acima dos 80 anos, em termos percentuais há um número de casos muito significativo entre os 20 e os 29 anos, e há casos de internamentos nos 40 a 60", vinca o presidente. Perante estes números há que tomar medidas imediatas defendem todos. 


Portugal vai regressar a um confinamento duro o "mais cedo possível"
António Costa já se reuniu com os partidos, e após a reunião com especialistas na terça-feira deverão ser adotadas medidas muito restritivas que entram em vigor logo a seguir.

Na próxima semana o país deve entrar num novo confinamento "rigoroso", porém até agora, António Costa mantém a intenção de não encerrar as escolas, desta vez.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas