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Portugal não vai usar certificado verde digital para acesso a restaurantes ou espetáculos
Portugal 3 min. 27.05.2021

Portugal não vai usar certificado verde digital para acesso a restaurantes ou espetáculos

Portugal não vai usar certificado verde digital para acesso a restaurantes ou espetáculos

Foto: AFP
Portugal 3 min. 27.05.2021

Portugal não vai usar certificado verde digital para acesso a restaurantes ou espetáculos

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Passaportes com certificado de vacinação e teste negativo serão usados sobretudo para as viagens entre o país e o estrangeiro, adiantou esta quarta-feira, o primeiro-ministro, António Costa.

Portugal vai começar a testar, ainda esta semana, os certificados verdes digitais, os certificados de circulação que atestam que a pessoa está vacinada ou não está infetada com o vírus da covid-19.

Nesta fase vão ser testadas as aplicações e as condições técnicas para pôr em prática o passaporte sanitário de livre-trânsito, que a partir de 1 de julho entrará em vigor nos países da União Europeia. Mas, no caso português, o certificado digital servirá apenas para viagens de entrada e saída do país, não estando prevista, para já, a sua aplicação para aceder a restaurantes ou espetáculos como acontece em alguns países, garantiu António Costa.


Governo quer criar aplicação móvel que comprova vacinação e teste negativo
Uma semana depois de ter dito ao Contacto que era "prematuro" dar privilégios aos vacinados, o Executivo luxemburguês prepara-se para fazer o contrário. Objetivo é dar, agora, mais liberdades às pessoas já vacinadas ou que testaram negativo para a covid-19.

 "Neste momento, como se sabe, em Portugal não há nenhuma restrição ao acesso a teatros ou restaurantes que não sejam comuns, ou seja, limitação das lotações, obrigatoriedade do uso de máscara e, obviamente, não podem ser frequentados por quem está em situação de confinamento profilático. Portanto, o certificado digital não justifica qualquer outro passo", afirmou o primeiro-ministro português aos jornalistas, depois da cimeira que reuniu os líderes europeus, em Bruxelas a meio desta semana.

António Costa referiu também que, em termos operacionais, a Comissão Europeia "terá tudo pronto no próximo dia 1" de junho e que "os diferentes países vão começar a testar agora a ligação e o funcionamento do sistema" para que a 1 de junho os países estejam articulados para receber os viajantes uns dos outros.

Por isso, adiantou, o mês de junho será um mês de testes que servirá para aferir a funcionalidade destes certificados e instalação dos respetivos mecanismos de leitura nos aeroportos. Para já, o Governo socialista está a trabalhar na emissão de certificados digitais para os residentes em Portugal.

Luxemburgo não descarta uso interno de certificado digital

Ao contrário de Portugal, o Luxemburgo poderá usar esta ferramenta dentro do país, como forma  de acesso a determinados serviços. 

Esta terça-feira, o primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, afirmou, à RTL, que o Luxemburgo pretende acelerar o processo de criação de uma aplicação móvel e testá-la com os países vizinhos, antes de 1 de julho. Além disso, à semelhança do certificado verde digital europeu, que comprova a toma da vacina, teste negativo ou imunização depois da recuperação do vírus, este certificado serviria para entrar em eventos culturais e noutros espaços públicos do país. 

As declarações foram feitas numa altura em que o setor da hotelaria reclama o fim dos testes rápidos como requisito para entrar num espaço de restauração.


Horesca pede fim dos testes rápidos obrigatórios em restaurantes já em junho
A Federação considera que a retoma do sector continua lenta e é preciso maior clareza por parte do Governo em relação às medidas tomadas.

Apesar de o Governo ter dito há uma semana, ao Contacto, que era era "prematuro" falar em privilégios para os vacinados, como acontece atualmente na vizinha Alemanha, o Luxemburgo dispõe, desde abril, de um certificado nacional de vacinação contra a covid-19, cujo objetivo é comprovar a administração da vacina, no âmbito da campanha de vacinação em curso, no país, e que pode ser descarregado no "espaço privado" do MyGuichet.lu.

No entanto, atualmente, estrangeiros e residentes que regressem ao Grão-Ducado por via aérea, que já tenham recebido as duas doses da vacina contra a covid-19, continuam a ter de apresentar um teste de rastreio com resultado negativo.  

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