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Portugal. Ministro Eduardo Cabrita demitiu-se
Portugal 2 min. 03.12.2021
Administração Interna

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Portugal. Ministro Eduardo Cabrita demitiu-se

LUSA
Portugal 2 min. 03.12.2021
Administração Interna

Portugal. Ministro Eduardo Cabrita demitiu-se

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Ministro da Administração Interna pediu a exoneração do cargo ao Primeiro-Ministro, António Costa, no dia em que o motorista do carro em que seguia foi acusado de homicídio por negligência.

O Ministro da Administração pediu a demissão do Governo. "Entendi solicitar hoje a minha exoneração de Ministro da Administração Interna ao senhor Primeiro-Ministro", anunciou, esta sexta-feira, Eduardo Cabrita. Uma reação contra o que classificou de "aproveitamento político" do caso do atropelamento mortal de um trabalhador da A6, em junho passado, pelo carro onde seguia.

"Como sabem, no dia 18 de junho a viatura que me transportava foi vítima de um acidente no qual se viu envolvida e que tragicamente determinou a perda de uma vida. Mais do que ninguém lamento essa trágica perda irreparável", começou por referir num discurso que iniciou com o balanço do seu mandato à frente do Ministério da Administração Interna. 


Família de homem atropelado por carro de Eduardo Cabrita recebe 246 euros de pensão por mês
A pensão de sobrevivência é de cerca de 160 euros para a viúva e de 43 euros para cada uma das filhas do homem que perdeu a vida no acidente de 18 de junho.

Eduardo Cabrita assumiu a pasta após os incêndios do verão de 2017 que mataram mais de 100 pessoas e levaram à demissão de Constança Urbano de Sousa.

Manifestando solidariedade à família da vítima atropelada mortalmente em junho, Eduardo Cabrita criticou, no entanto, aquilo que considerou ser o aproveitamento político da situação.

"Foi com grande sacrifício pessoal que verifiquei com estupefação o aproveitamento político que foi feito de uma tragédia pessoal", acusou, justificando-o com as circunstâncias do país, na altura, e a "solidariedade" do Primeiro-Ministro, António Costa, a decisão de não ter renunciado mais cedo ao cargo.  

MP acusou motorista do carro de homicídio por negligência

"É por isso que hoje não posso permitir que este aproveitamento político absolutamente intolerável seja utilizado no atual quadro para penalizar a ação do Governo contra o senhor Primeiro-Ministro ou mesmo contra o Partido Socialista e por isso entendi solicitar, hoje, a exoneração das minhas funções de ministro da Administração Interna ao Senhor Primeiro-Ministro", afirmou.


O carro onde seguia o ministro da Administração  Interna, Eduardo Cabrita, estacionado no A6 no seguimento de um acidente que envolveu uma vitima mortal por atropelamento, Évora, 18 de junho de 2021.
Marcelo pede justiça célere a propósito de acidente com carro de ministro
Chefe de Estado considerou que o problema não é este caso "estar cinco meses em segredo de justiça", mas sim que a lentidão das investigações judiciais "deixam a sensação de que a justiça é lenta". Cabrita diz que "investigação está em curso".

O Ministério Público acusou, esta sexta-feira, de homicídio por negligência o motorista do carro onde seguia o ministro da Administração Interna e que atropelou mortalmente um trabalhador na A6, no dia 18 de junho.

Segundo o Ministério Público, o motorista seguia em excesso de velocidade.  O jornal digital Observador avança que o carro seguia a 163 km/h.

Ao início da tarde, Eduardo Cabrita comentou a acusação do Ministério Público, sublinhando que era “passageiro” no carro que provocou o acidente mortal.

“Eu sou passageiro. É o Estado de direito a funcionar. Temos de confiar no Estado de direito, ninguém está acima da lei”, disse aos jornalistas Eduardo Cabrita, à margem da visita que efetuou às instalações da GNR de Lagos.

Nessas declarações, Eduardo Cabrita sustentou que “o esclarecimento dos factos tem de ser feito” sem se recorrer a um "repugnante aproveitamento político de uma tragédia pessoal".

Com Lusa

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