Escolha as suas informações

Portugal. Menos quase um milhão de consultas até agora
Portugal 2 min. 01.07.2020

Portugal. Menos quase um milhão de consultas até agora

Portugal. Menos quase um milhão de consultas até agora

Foto: LUSA
Portugal 2 min. 01.07.2020

Portugal. Menos quase um milhão de consultas até agora

Redação
Redação
Os hospitais fizeram até maio menos 902 mil consultas e menos 85.000 cirurgias relativamente ao período homólogo, revelou a ministra da Saúde, que hoje está a ser ouvida na Assembleia da República.

No início da audição na Comissão Parlamentar de Saúde, Marta Temido lembrou que, das 902 mil consultas hospitalares a menos, 371 mil eram primeiras consultas e sublinhou a necessidade de recuperar a atividade assistencial suspensa pela pandemia de covid-19.

A governante destacou também a necessidade de um reforço de esforços para "quebrar as cadeias de transmissão" na região de Lisboa e Vale do Tejo e analisar o que correu bem e melhorar o que correu mal e pode melhorar.

Enalteceu a boa resposta do Serviço Nacional de Saúde e dos profissionais de saúde, considerando-os "o melhor garante da satisfação das necessidades assistenciais dos portugueses".

Sobre a Linha SNS24, Marta Temido lembrou que o tempo médio de espera é hoje de 28 segundos, depois de ter chegado a 25 minutos nos primeiros meses da pandemia.

Marta Temido lembrou ainda que a covid-19 "não vai desaparecer até haver vacina ou tratamento" e que o sistema de saúde não pode responder isoladamente à pandemia.

Transportes públicos em Lisboa não são a causa do surto 

"Os transportes públicos não estão associados a nenhum dos novos casos de infeção", afirmou Marta Temido na comissão parlamentar da Saúde, onde está hoje a ser ouvida.

A questão dos transportes públicos foi levantada pelos partidos da oposição, nomeadamente pelo PSD, que sugeriu que se retirem impostos sobre os táxis e que a empresa municipal EMEL deixe de cobrar estacionamento para facilitar a mobilidade dos cidadãos na área de Lisboa, a mais afetada por novos casos de covid-19.

O deputado social-democrata Batista Leite mostrou a solidariedade dos sociais-democratas para com a ministra da Saúde, afirmando que "alguns autarcas têm sido desleais para com a senhora ministra" e defendendo que "a critica tem de vir acompanhada de soluções".

Daí que o deputado tenha proposto algumas soluções "contra um inimigo comum", nomeadamente "identificar e isolar entradas" no país, testar mais e isolar mais e dar mais força às forças de segurança para que possam manter as pessoas em isolamento. "A nossa atitude cá dentro tem impactos económicos lá fora", disse. 

Entrada em Portugal condicionada

Marta Temido afirmou que hoje foi assinado um despacho conjunto para exigir um teste negativo às pessoas que entrem em Portugal provenientes de "determinadas origens".

A ministra destacou a entrada de mais 30 médicos de saúde pública a tempo completo para reforçar as equipas que estão a assegurar os inquéritos epidemiológicos na área de saúde de Lisboa e Vale do Tejo (LVT). Assegurou ainda que até terça-feira à noite não havia testes epidemiológicos em atraso em Lisboa.

Marta Temido reconheceu que há "uma assimetria para corrigir nos próximos concursos" relativamente aos médicos de saúde pública, que em LVT representam apenas 28% do todo nacional".

Marta Temido realçou ainda que existe uma obrigatoriedade para que as pessoas respeitem as ordens de confinamento, acompanhada de um quadro sancionatório que permite que a violação da obrigação de confinamento faça os incumpridores incorrer na prática de um crime.

Com Lusa

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas