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Portugal. Médico e deputado do PSD acusado de usar mortes com fins políticos
Portugal 3 min. 21.01.2021

Portugal. Médico e deputado do PSD acusado de usar mortes com fins políticos

Portugal. Médico e deputado do PSD acusado de usar mortes com fins políticos

Portugal 3 min. 21.01.2021

Portugal. Médico e deputado do PSD acusado de usar mortes com fins políticos

Ricardo Baptista Leite relatou em vídeo dramático que "nunca tinha visto tantas pessoas morrerem num turno" mas Hospital de Cascais afirma que houve um óbito durante o turno do deputado do PSD.

Ricardo Baptista Leite é médico e deputado do PSD e fez um relato dramático sobre o seu turno de 12 horas no Hospital de Cascais. A mensagem nas redes sociais descrevia um cenário que o tinha impressionado e rapidamente chegou à imprensa. Agora, está debaixo de fogo. 

"Nunca vi tantas pessoas morrerem num só turno de 12 horas. Nunca vi tantas mortes, na minha vida profissional, num tão curto espaço de tempo", são palavras do médico e deputado que tiveram destaque na imprensa. Contudo, o Hospital de Cascais afirma que nesse dia morreram seis pessoas, três com covid-19, apenas uma delas no turno feito por Ricardo Baptista Leite.

"O Hospital de Cascais esclarece que no passado sábado, dia 16 de janeiro, foram registados seis óbitos nesta unidade, três dos quais na urgência dedicada a doentes suspeitos ou positivos covid-19, tendo um desses óbitos ocorrido no turno entre as 8h00 e as 20h00", avançou à revista Sábado fonte oficial. 

A instituição reconhece, ainda assim, que a mortalidade foi superior à média e lamentou as mortes registadas. O Hospital de Cascais confirma que a pressão sobre os serviços é grande como dizia Ricardo Baptista Leite. "A permanente articulação com a ARS LVT permitiu, uma vez mais, gerir eficazmente a alocação e transferência de doentes, possibilitando aliviar a pressão registada nos últimos dias", cita a Sábado.


Portugal. É "demolidor" ver médicos a "decidir quem vive e quem morre" com covid
Ricardo Baptista Leite, médico e deputado do PSD faz o relato angustiante do turno de sábado, no 'serviço covid' do Hospital de Cascais onde é voluntário. "Nunca vi morrer tantos doentes num dia". Veja o vídeo que publicou.

No vídeo, o deputado social-democrata falava de um "cenário de guerra" e afirmou que assistiu a "médicos a terem que decidir, priorizar, quem são os doentes que vão ter acesso a ventilação e quem não vai", "a determinar no fundo quem vive e quem morre porque não há camas de intensivos, escasseiam vagas de internamento". 

À revista, o médico e deputado do PSD não quis comentar os números avançados pelo Hospital de Cascais e nas redes sociais optou por não fazer qualquer declaração a propósito do desmentido, apesar de estar a ser alvo de muitos comentários que pedem um esclarecimento e acusações de ter faltado à verdade.

Também a líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, criticou Baptista Leite por usar a sua profissão para passar informações falsas manipulando a opinião pública.

"Não é verdade, e o senhor sabe que não é verdade, a mortandade que descreveu no Hospital de Cascais no sábado passado. Faleceram três pessoas no covidário, cuja morte muito lamentamos, e cinco foram transferidas para a UCI", denunciou Ana Catarina Mendes na sua página de Facebook.

"Diga a verdade do que viu. Pressão sobre o #SNS? Sem dúvida! Mas a forma como fala no vídeo que publicou é demagógica e sabe que causa um alarmismo inexplicável! Poupemos as energias para o que verdadeiramente interessa: combater esta pandemia, mas com responsabilidade, sem falsidade e demagogia!", lançou a socialista.

A gestão das informações sobre a pandemia é uma das preocupações das autoridades que temem as consequências da proliferação de dados falsos sobre o número de infeções. 

Esta manhã, a Direção-Geral da Saúde (DGS) fez uma publicação em que alertou para que "os números que estão a circular nas redes sociais relativamente aos casos de COVID-19 em Portugal são falsos. A informação oficial é a que consta no boletim da DGS, que será divulgado ao início da tarde, como habitualmente, após um processo aprofundado de verificação". A mensagem termina com um pedido para que a população "não partilhe informação falsa".

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